segunda-feira, 1 de novembro de 2010

As perguntas do evangelho de S. Marcos

[As perguntas em negrito são as de Jesus]


Mc 1

24Que tens a ver connosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos arruinar?

27Tão assombrados ficaram que perguntavam uns aos outros: Que é isto?

Mc 2

7Porque fala este assim? Blasfema! Quem pode perdoar pecados senão Deus?

8Porque discorreis assim em vossos corações? 9Que é mais fácil? Dizer ao paralítico: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te, pega no teu catre e anda’?

16Porque é que Ele come com cobradores de impostos e pecadores?

18Porque é que os discípulos de João e os dos fariseus guardam jejum, e os teus discípulos não jejuam?

19Poderão os convidados para a boda jejuar enquanto o esposo está com eles?

24Porque fazem eles ao sábado o que não é permitido?

25Nunca lestes o que fez David, quando teve necessidade e sentiu fome, ele e os que estavam com ele? 26Como entrou na casa de Deus, ao tempo do Sumo Sacerdote Abiatar, e comeu os pães da oferenda, que apenas aos sacerdotes era permitido comer, e também os deu aos que estavam com ele?

Mc 3

4É permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar uma vida ou matá-la?

23Como pode Satanás expulsar Satanás?

33Quem são minha mãe e meus irmãos?

Mc 4

10Ao ficar só, os que o rodeavam, juntamente com os Doze, perguntaram-lhe o sentido da parábola.

13Não compreendeis esta parábola? Como compreendereis então todas as outras parábolas?

21Põe-se, porventura, a candeia debaixo do alqueire ou debaixo da cama? Não é para ser colocada no candelabro?

30Com que havemos de comparar o Reino de Deus? Ou com que parábola o representaremos?

39Mestre, não te importas que pereçamos?

40Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?

41Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?

Mc 5

7Que tens a ver comigo, ó Jesus, Filho do Deus Altíssimo?

9Qual é o teu nome?

30Quem tocou as minhas vestes?

31Vês que a multidão te comprime de todos os lados, e ainda perguntas: ‘Quem me tocou?’

35A tua filha morreu; de que serve agora incomodares o Mestre?

39Porquê todo este alarido e tantas lamentações?

Mc 6

2De onde é que isto lhe vem e que sabedoria é esta que lhe foi dada? Como se operam tão grandes milagres por suas mãos? 3Não é Ele o carpinteiro, o filho de Maria e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E as suas irmãs não estão aqui entre nós?

24Que hei-de pedir?

37Vamos comprar duzentos denários de pão para lhes dar de comer?

38Quantos pães tendes?

Mc 7

5Porque é que os teus discípulos não obedecem à tradição dos antigos e tomam alimento com as mãos impuras?

18Também vós não compreendeis? Não percebeis que nada do que, de fora, entra no homem o pode tornar impuro, 19porque não penetra no coração mas sim no ventre, e depois é expelido em lugar próprio?

Mc 8

4Como poderá alguém saciá-los de pão, aqui no deserto?

5Quantos pães tendes?

12Porque pede esta geração um sinal?

17Porque estais a discorrer que não tendes pão? Ainda não entendestes nem compreendestes? Tendes o vosso coração endurecido? 18Tendes olhos e não vedes, tendes ouvidos e não ouvis? E não vos lembrais 19de quantos cestos cheios de pedaços recolhestes, quando parti os cinco pães para aqueles cinco mil?

20E quando parti os sete pães para os quatro mil, quantos cestos cheios de bocados recolhestes?

21Ainda não compreendeis?

23Vês alguma coisa?

27Quem dizem os homens que Eu sou?

29Mas vós, quem dizeis que Eu sou?

36Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida? 37Ou que pode o homem dar em troca da sua vida?

Mc 9

11Porque afirmam os doutores da Lei que primeiro há-de vir Elias?

12Sim; Elias, vindo primeiro, restabelecerá todas as coisas; porém, não dizem as Escrituras que o Filho do Homem tem de padecer muito e ser desprezado?

16Que estais a discutir uns com os outros?

19Ó geração incrédula, até quando estarei convosco? Até quando vos hei-de suportar?

21Há quanto tempo lhe sucede isto?

28Porque é que nós não pudemos expulsá-lo?

33Que discutíeis pelo caminho?

50O sal é coisa boa; mas, se o sal ficar insosso, com que haveis de o temperar?

Mc 10

3Que vos ordenou Moisés?

17Bom Mestre, que devo fazer para alcançar a vida eterna?

18Porque me chamas bom?

26Quem pode, então, salvar-se?

36Que quereis que vos faça?

38Podeis beber o cálice que Eu bebo e receber o baptismo com que Eu sou baptizado?

51Que queres que te faça?

Mc 11

3E se alguém vos perguntar: ‘Porque fazeis isso?’ respondei: ‘O Senhor precisa dele;’ e logo o mandará de volta.

5Que é isso de soltar o jumentinho?

17Não está escrito: A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos?

28Com que autoridade fazes estas coisas? Quem te deu autoridade para as fazeres?

30O baptismo de João era do Céu, ou dos homens?

31Se dissermos ‘do Céu’, dirá: ‘Então porque não acreditastes nele?’

Mc 12

10Não lestes esta passagem da Escritura:

A pedra que os construtores rejeitaram

tornou-se pedra angular.

11Tudo isto é obra do Senhor

e é admirável aos nossos olhos?

14Diz-nos, pois: é lícito ou não pagar tributo a César? Devemos pagar ou não?

15Porque me tentais?

16De quem é esta imagem e a inscrição?

23Na ressurreição, de qual deles será ela mulher?

24Não andareis enganados por desconhecer as Escrituras e o poder de Deus?

26E acerca de os mortos ressuscitarem, não lestes no livro de Moisés, no episódio da sarça, como Deus lhe falou, dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob?

28Qual é o primeiro de todos os mandamentos?

35Como dizem os doutores da Lei que o Messias é filho de David? 36O próprio David afirmou, inspirado pelo Espírito Santo: Disse o Senhor ao meu Senhor: ‘Senta-te à minha direita, até que ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés’. 37O próprio David chama-lhe Senhor; como é Ele seu filho?

Mc 13

2Vês estas grandiosas construções?

3E, estando sentado no Monte das Oliveiras frente ao templo, Pedro, Tiago, João e André perguntaram-lhe em particular: 4«Diz-nos quando tudo isto acontecerá e qual o sinal de que tudo está para acabar.»

Mc 14

4Para quê este desperdício de perfume?

6Porque estais a atormentá-la?

12Onde queres que façamos os preparativos para comeres a Páscoa?

14O Mestre manda dizer: ‘Onde está a sala em que hei-de comer a Páscoa com os meus discípulos?’

19Porventura sou eu?

37Simão, dormes?

60Não respondes nada ao que estes testemunham contra ti?

61És Tu o Messias, o Filho do Deus Bendito?

63Que necessidade temos ainda de testemunhas? 64Ouvistes a blasfémia! Que vos parece?

Mc 15

2És Tu o rei dos Judeus?

4Não respondes nada?

9Quereis que vos solte o rei dos judeus?

12Então que quereis que faça daquele a quem chamais rei dos judeus?

14Que fez Ele de mal?

34«Eloí, Eloí, lemá sabachtáni?», que quer dizer: Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?

Mc 16

3Quem nos irá tirar a pedra da entrada do sepulcro?

6Buscais a Jesus de Nazaré, o crucificado?

Análise Narrativa 4.2

Opositores de Jesus
(Fariseus, Doutores da Lei, Saduceus, Multidão)


2: 5-7 (Cura do Paralítico)

«5Vendo Jesus a fé daqueles homens, disse ao paralítico: “Filho, os teus pecados estão perdoados” (…)6Ora estavam lá sentados alguns doutores da Lei que discorriam em seus corações: 7”Porque fala este assim?”»

2: 15-16 (Em casa de Mateus)

«15Depois, quando se encontrava à mesa em casa dele, muitos cobradores de impostos e pecadores também se puseram à mesma mesa com Jesus e os seus discípulos, pois eram muitos os que o seguiam. 16Mas os doutores da Lei do partido dos fariseus, vendo-o comer com pecadores e cobradores de impostos, disseram aos discípulos: “Porque é que Ele come com cobradores de impostos e pecadores?”»

2: 18-19 (sobre o jejum)

«18Estando os discípulos de João e os fariseus a jejuar, vieram dizer-lhe: “Porque é que os discípulos de João e os dos fariseus guardam jejum, e os teus discípulos não jejuam?” 19Jesus respondeu (…)»

2: 23-24 (sobre o sábado)

«23Ora num dia de sábado, indo Jesus através das searas, os discípulos puseram-se a colher espigas pelo caminho. 24Os fariseus diziam-lhe: “Repara! Porque fazem eles ao sábado o que não é permitido?”»

6: 2-4 (Jesus na sinagoga de Nazaré)

«Os numerosos ouvintes enchiam-se de espanto e diziam: “De onde é que isto lhe vem e que sabedoria é esta que lhe foi dada? Como se operam tão grandes milagres por suas mãos? 3Não é Ele o carpinteiro, o filho de Maria e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E as suas irmãs não estão aqui entre nós?”»

6: 24 (Analepse sobre João Baptista)

«24Ela saiu e perguntou à mãe: “Que hei-de pedir?” A mãe respondeu: «A cabeça de João Baptista.»

7: 5 (Tradição dos antigos)

«5Perguntaram-lhe, pois, os fariseus e doutores da Lei: “Porque é que os teus discípulos não obedecem à tradição dos antigos e tomam alimento com as mãos impuras?”»

10: 2 (Sobre o divórcio)

«2Aproximaram-se uns fariseus e perguntaram-lhe, para o experimentar: “poderá um homem divorciar-se da sua mulher?”»

11: 27-28 (Autoridade de Jesus)

«27Regressaram a Jerusalém e, andando Jesus pelo templo, os sumos sacerdotes, os doutores da Lei e os anciãos aproximaram-se dele 28e perguntaram-lhe: “Com que autoridade fazes estas coisas? Quem te deu autoridade para as fazeres?”»

11: 31 (Autoridade de Jesus)

«31Começaram a discorrer entre si, dizendo: “Se dissermos ‘do Céu’, dirá: “Então porque não acreditastes nele”»

12: 14 (Tributo a César)

«14Aproximando-se, disseram-lhe: “Mestre, sabemos que és sincero, que não te deixas influenciar por ninguém, porque não olhas à condição das pessoas mas ensinas o caminho de Deus, segundo a verdade. Diz-nos, pois: é lícito ou não pagar tributo a César? Devemos pagar ou não?”»

12: 23 (Sobre a Ressurreição)

«23Na ressurreição, de qual deles será ela mulher? Porque os sete a tiveram por mulher.»

12: 28 (Sobre o maior mandamento)

«28Aproximou-se dele um escriba que os tinha ouvido discutir e, vendo que Jesus lhes tinha respondido bem, perguntou-lhe: “Qual é o primeiro de todos os mandamentos?”»

14: 4 (Jesus é ungido para a sepultura)

«4Alguns, indignados, disseram entre si: “Para quê este desperdício de perfume?”»

14: 60 (Jesus diante do tribunal judaico)

«60Então, o Sumo Sacerdote ergueu-se no meio da assembleia e interrogou Jesus: “Não respondes nada ao que estes testemunham contra ti?”»

14: 61-62 (Jesus diante do tribunal judaico)

«61Mas Ele continuava em silêncio e nada respondia. O Sumo Sacerdote voltou a interrogá-lo: “És Tu o Messias, o Filho do Deus Bendito?” 62Jesus respondeu: «Eu sou. E vereis o Filho do Homem sentado à direita do Poder e vir sobre as nuvens do céu.”»

14: 63-64 (Jesus diante do tribunal judaico

«63O Sumo Sacerdote rasgou, então, as suas vestes e disse: “Que necessidade temos ainda de testemunhas? 64Ouvistes a blasfémia! Que vos parece?” E todos sentenciavam que Ele era réu de morte»

15: 2 (Jesus diante de Pilatos)

«2Perguntou-lhe Pilatos: “És Tu o rei dos Judeus?” Jesus respondeu-lhe: “Tu o dizes.”»

15: 3 (Jesus diante de Pilatos)

«3Os sumos sacerdotes acusavam-no de muitas coisas. 4Pilatos interrogou-o de novo, dizendo: “Não respondes nada? Vê de quantas coisas és acusado!”»

15: 9 (Jesus ou Barrabás)

«9Pilatos, respondendo, disse: “Quereis que vos solte o rei dos judeus?”»

15: 12-13 (Jesus ou Barrabás)

«12Tomando novamente a palavra, Pilatos disse-lhes: “Então que quereis que faça daquele a quem chamais rei dos judeus?” 13Eles gritaram novamente: “Crucifica-o!”»

15: 14 (Jesus ou Barrabás)

«14Pilatos insistiu: “Que fez Ele de mal?” Mas eles gritaram ainda mais: “Crucifica-o!”»





INTERROGAÇÕES PROFERIDAS POR JESUS NO EVAGELHO DE SÃO MARCOS

Mc 2, 8-9: Jesus percebeu logo, em seu íntimo, que eles assim discorriam; e disse-lhes: «Porque discorreis assim em vossos corações? Que é mais fácil? Dizer ao paralítico: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te, pega no teu catre e anda’?

Mc 2, 25-26: Ele disse: «Nunca lestes o que fez David, quando teve necessidade e sentiu fome, ele e os que estavam com ele? 26Como entrou na casa de Deus, ao tempo do Sumo Sacerdote Abiatar, e comeu os pães da oferenda, que apenas aos sacerdotes era permitido comer, e também os deu aos que estavam com ele?»

Mc 3, 4: E a eles perguntou: «É permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar uma vida ou matá-la?»

Mc 3, 23: Então, Jesus chamou-os e disse-lhes em parábolas: «Como pode Satanás expulsar Satanás?

Mc 3, 33: Ele respondeu: «Quem são minha mãe e meus irmãos?»

Mc 4, 13: E acrescentou: «Não compreendeis esta parábola? Como compreendereis então todas as outras parábolas?

Mc 4, 21: Disse-lhes ainda: «Põe-se, porventura, a candeia debaixo do alqueire ou debaixo da cama? Não é para ser colocada no candelabro?

Mc 4, 30: Dizia também: «Com que havemos de comparar o Reino de Deus? Ou com qual parábola o representaremos?

Mc 4, 40: Depois disse-lhes: «Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?»

Mc 5, 9: Em seguida, perguntou-lhe: «Qual é o teu nome?»

Mc 5, 30: mediatamente Jesus, sentindo que saíra dele uma força, voltou-se para a multidão e perguntou: «Quem tocou as minhas vestes?»

Mc 5, 39: Entrando, disse-lhes: «Porquê todo este alarido e tantas lamentações?

Mc 6, 37: Eles disseram-lhe: «Vamos comprar duzentos denários de pão para lhes dar de comer?»

Mc 7, 18-19: Ele respondeu: «Também vós não compreendeis? Não percebeis que nada do que, de fora, entra no homem o pode tornar impuro, 19porque não penetra no coração mas sim no ventre, e depois é expelido em lugar próprio?»

Mc 8, 5: «Quantos pães tendes?»

Mc 8, 12: «Porque pede esta geração um sinal?

Mc 8, 17-20: Mas Ele, percebendo-o, disse: «Porque estais a discorrer que não tendes pão? Ainda não entendestes nem compreendestes? Tendes o vosso coração endurecido? 18Tendes olhos e não vedes, tendes ouvidos e não ouvis? E não vos lembrais 19de quantos cestos cheios de pedaços recolhestes, quando parti os cinco pães para aqueles cinco mil?» Responderam: «Doze.» 20«E quando parti os sete pães para os quatro mil, quantos cestos cheios de bocados recolhestes?»

Mc 8, 21: Disse-lhes então: «Ainda não compreendeis?»

Mc 8, 23: Deitou-lhe saliva nos olhos, impôs-lhe as mãos e perguntou: «Vês alguma coisa?»

Mc 8, 27: Quem dizem os homens que Eu sou?»

Mc 8, 29: «E vós, quem dizeis que Eu sou?»

Mc 8, 36-37: Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida? 37Ou que pode o homem dar em troca da sua vida?

Mc 9, 12: porém, não dizem as Escrituras que o Filho do Homem tem de padecer muito e ser desprezado?

Mc 9, 16: Ele perguntou: «Que estais a discutir uns com os outros?»

Mc 9, 19: Disse Jesus: «Ó geração incrédula, até quando estarei convosco? Até quando vos hei-de suportar?

Mc 9, 21: «Há quanto tempo lhe sucede isto?»

Mc 9, 33: «Que discutíeis pelo caminho?»

Mc 9, 50: O sal é coisa boa; mas, se o sal ficar insosso, com que haveis de o temperar?

Mc 10, 3: Ele respondeu-lhes: «Que vos ordenou Moisés?»

Mc 10, 18: «Porque me chamas bom?

Mc 10, 36: Disse-lhes: «Que quereis que vos faça?»

Mc 10, 38: Jesus respondeu: «Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que Eu bebo e receber o baptismo com que Eu sou baptizado?»

Mc 10, 51: Jesus perguntou-lhe: «Que queres que te faça?»

Mc 11, 3: E se alguém vos perguntar: ‘Porque fazeis isso?’

Mc 11, 17: Não está escrito: A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos?

Mc 11, 30: O baptismo de João era do Céu, ou dos homens? Respondei-me.»

Mc 12, 9: Que fará o dono da vinha?

Mc 12, 11: ‘Tudo isto é obra do Senhore é admirável aos nossos olhos?’

Mc 12, 15: «Porque me tentais?

Mc 12, 16: «De quem é esta imagem e a inscrição?»

Mc 12, 24: «Não andareis enganados por desconhecer as Escrituras e o poder de Deus?

Mc 12, 26: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob?

Mc 12, 35: Ensinando no templo, Jesus tomou a palavra e perguntou: «Como dizem os doutores da Lei que o Messias é filho de David?

Mc 12, 37: O próprio David chama-lhe Senhor; como é Ele seu filho?»

Mc 13, 2: «Vês estas grandiosas construções?

Mc 14, 6: Mas Jesus disse:«Deixai-a. Porque estais a atormentá-la?

Mc 14, 14: ‘Onde está a sala em que hei-de comer a Páscoa com os meus discípulos?’

Mc 14, 37: «Simão, dormes?

Mc 15, 34: «Eloí, Eloí, lemá sabachtáni?», que quer dizer: Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?

domingo, 31 de outubro de 2010

O Arrependimento de Pedro e de Judas por Pasolini e Bach



No filme de Pasolini Evangelho Segundo S. Mateus há um contraste entre o arrependimento de Pedro e o de Judas, marcado pela banda sonora. Quando Pedro nega Jesus ouve-se a parte instrumental da ária Erbarme dich da Paixão Segundo S. Mateus, de Bach, que o acompanha durante todo o percurso do seu arrependimento, da sua humilhação, das suas lágrimas. Esta ária na Paixão Segundo S. Mateus de Bach corresponde exactamente ao mesmo momento da vida de Pedro, funcionando como uma espécie de introspecção de Pedro após a tríplice negação de Jesus. É um momento não tanto ilustrativo, mas mais contemplativo, de paragem da narrativa e de aprofundamento interior. Nas Paixões de Bach, a história é contada pelo narrador (evangelista e personagens que aparecem no evangelho) por meio de recitativos e pequenos coros em que é posto em música o texto do evangelho, como forma de fazer a história avançar. Este ritmo narrativo é interrompido pelas árias, coros e corais como momentos contemplativos, que são também os momentos em que brilham os solistas e o compositor, à maneira do que acontecia na ópera barroca.

O arrependimento de Judas, no filme, passa pela devolução do dinheiro – em que se ouve uma melodia de blues, cantada mas sem palavras –, e pelo percurso que o leva ao suicídio, que é marcado pela total ausência de música. Só se ouve o vento e os seus passos. Há um silêncio esmagador, porque é o silêncio do vazio, do desespero, da ausência, da negação. Neste momento dramático, ao contrário do que nos acontece habitualmente, a sua vida não tem banda sonora.

Já o caminho de Pedro é marcado por uma confiança expressa por esta música de Bach, que não apaga o silêncio interior, mas, paradoxalmente, a própria música, no próprio acto de emitir som, produz um silêncio orante, de plenitude, de escuta, de abertura.

Pasolini usa apenas a secção instrumental da ária. Tal como numa imagem o olhar é atraído para a figura humana (quando esta está presente), e desta para o rosto, e deste para os olhos, na música, o ouvido é atraído pela a voz (quando esta está presente). Além disso, quando são proferidas palavras há um desvio da atenção para tentar perceber o que está a ser dito. Ao optar por cortar toda a secção cantada, Pasolini concentra a atenção no sofrimento de Pedro sem o explicar por meio de palavras, mas também sem violar a sua intimidade. Não há nada de voyeurístico nem de exploração gratuita do sofrimento no modo como este momento é apresentado. A ausência da voz e das palavras funciona no plano musical como o afastamento da câmara que acontece no plano visual, por pudor, por respeito.

Esta secção instrumental desta ária de Bach já antes se tinha ouvido, concretamente num dos discursos de Jesus, Mt 6,25-34 (enquanto que os outros discursos foram feitos em silêncio de fundo):

25«Por isso vos digo: Não vos inquieteis quanto à vossa vida, com o que haveis de comer ou beber, nem quanto ao vosso corpo, com o que haveis de vestir. Porventura não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestido? 26Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam nem recolhem em celeiros; e o vosso Pai celeste alimenta-as. Não valeis vós mais do que elas?

27Qual de vós, por mais que se preocupe, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida? 28Porque vos preocupais com o vestuário?

Olhai como crescem os lírios do campo: não trabalham nem fiam! 29Pois Eu vos digo: Nem Salomão, em toda a sua magnificência, se vestiu como qualquer deles. 30Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã será lançada ao fogo, como não fará muito mais por vós, homens de pouca fé?

31Não vos preocupeis, dizendo: ‘Que comeremos, que beberemos, ou que vestiremos?’ 32Os pagãos, esses sim, afadigam-se com tais coisas; porém, o vosso Pai celeste bem sabe que tendes necessidade de tudo isso. 33Procurai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais se vos dará por acréscimo. 34Não vos preocupeis, portanto, com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã já terá as suas preocupações. Basta a cada dia o seu problema.»

Também se ouve imediatamente depois de Jesus dizer que o seu jugo é suave e a sua carga é leve, pegando numa criança ao colo. Também quando vem ter com Jesus o jovem rico a quem Jesus diz que deixe os seus bens para O seguir; quando abençoa as crianças; no anúncio do abandono dos discípulos e da negação de Pedro; na oração de Jesus no horto e quando encontra os discípulos a dormir. E por fim nas negações e no arrependimento de Pedro.

É interessante notar que todas estas passagens têm em comum a confiança e o abandono nas mãos de Deus. Ao associar esta ária a estes momentos, Pasolini usa a música como um leitmotiv já não de uma personagem, como na música de Wagner ou de Puccini, por exemplo, mas de um tema. Assim, ao longo do filme, vão sendo apresentados prenúncios do tema da confiança que culmina nas lágrimas de Pedro, como expressão da atitude do discípulo com o qual o espectador é convidado a identificar-se no seguimento de Jesus.




Mt 26, 69-75: 69Entretanto, Pedro estava sentado no pátio. Uma criada aproximou-se dele e disse-lhe: «Tu também estavas com Jesus, o Galileu.» 70Mas ele negou diante de todos, dizendo: «Não sei o que dizes.» 71Dirigindo-se para a porta, outra criada viu-o e disse aos que ali estavam: «Este também estava com Jesus, o Nazareno.» 72Ele negou de novo com juramento: «Não conheço esse homem.» 73Um momento depois, aproximaram-se os que ali estavam e disseram a Pedro: «Com certeza tu és dos seus, pois até a tua maneira de falar te denuncia.» 74Começou, então, a dizer imprecações e a jurar: «Não conheço esse homem!»
No mesmo instante, o galo cantou. 75E Pedro lembrou-se das palavras de Jesus: «Antes de o galo cantar, me negarás três vezes.» E, saindo para fora, chorou amargamente.

Ária Erbarme dich:

Erbarme dich,

Mein Gott, um meiner Zähren willen!

Schaue hier,

Herz und Auge weint vor dir

Bitterlich.

Tem piedade,

Meu Deus, pelo meu pranto!

Vê,

Coração e olhos choram perante ti

Amargamente.


Já agora, o momento equivalente ao arrependimento de Judas na Paixão Segundo S. Mateus de Bach:



Mt 27,1-6: 1De manhã cedo, todos os sumos sacerdotes e anciãos do povo se reuniram em conselho contra Jesus, para o matarem. 2E, manietando-o, levaram-no ao governador Pilatos. 3Então Judas, que o entregara, vendo que Ele tinha sido condenado, foi tocado pelo remorso e devolveu as trinta moedas de prata aos sumos sacerdotes e aos anciãos, dizendo: 4«Pequei, entregando sangue inocente.» Eles replicaram: «Que nos importa? Isso é lá contigo.» 5Atirando as moedas para o santuário, ele saiu e foi enforcar-se. 6Os sumos sacerdotes, apanhando as moedas, disseram: «Não é lícito lançá-las no tesouro, pois são preço de sangue.»

Ária Gebt mir meinen Jesum wieder:

Gebt mir meinen Jesum wieder!

Seht, das Geld, den Mörderlohn,

Wirft euch der verlorne Sohn

Zu den Füβen nieder!

Devolvam-me o meu Jesus!

Vede, o dinheiro, preço de sangue,

O filho perdido atira-o

Aos vossos pés!


Poemas do libretista Christian Friedrich Henricis (cujo pseudónimo era Picander).

Análise Narrativa 4.1

Jesus, Filho de Deus


2: 8-9 (Cura do Paralítico)

«8Jesus percebeu logo, em seu íntimo, que eles assim discorriam; e disse-lhes: «Porque discorreis assim em vossos corações? 9 Que é mais fácil? Dizer ao paralítico: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te, pega no teu catre e anda’?»

2: 25 (sobre o sábado e David)

«25Ele disse: “Nunca lestes o que fez David, quando teve necessidade e sentiu fome, ele e os que estavam com ele?”»

3: 4 (Cura da mão a um homem)

«4E a eles perguntou: “É permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar uma vida ou matá-la?”. Eles ficaram calados.»

3: 23 (Jesus e satanás)

«23Então, Jesus chamou-os e disse-lhes em parábolas: “Como pode Satanás expulsar Satanás?”»

3: 33,35 (a família de Jesus)

«33Ele respondeu: “Quem são minha mãe e meus irmãos?” (…) 35Aquele que fizer a vontade de Deus, esse é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe.»

4: 13 (sobre a parábola do semeador)

«13E acrescentou: “Não compreendeis esta parábola? Como compreendereis então todas as outras parábolas?”»

4: 21 (sobre a Luz)

«21Disse-lhes ainda: “Põe-se, porventura, a candeia debaixo do alqueire ou debaixo da cama? Não é para ser colocada no candelabro?”»

4: 39-40 (Jesus acalma a tempestade)

«Ele, despertando, falou imperiosamente ao vento e disse ao mar: «Cala-te, acalma-te!» O vento serenou e fez-se grande calma. 40Depois disse-lhes: “Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?”»

5:9 (Cura de um possesso de Gerasa de nome “Legião”)

«9Em seguida, perguntou-lhe: “Qual é o teu nome?” Respondeu: «O meu nome é Legião, porque somos muitos.»

5:29 (Cura da mulher que sofria do fluxo de sangue)

«29De facto, no mesmo instante se estancou o fluxo de sangue, e sentiu no corpo que estava curada do seu mal. 30Imediatamente Jesus, sentindo que saíra dele uma força, voltou-se para a multidão e perguntou: “Quem tocou as minhas vestes?”»

5: 39 (Ressurreição da filha de Jairo)

«39Entrando, disse-lhes: “Porquê todo este alarido e tantas lamentações? A menina não morreu, está a dormir.”»

6: 37 (1ª Multiplicação dos pães)

«38Mas Ele perguntou: “Quantos pães tendes? Ide ver”.»

7: 17-18 (Sobre o que torna o homem impuro)

«17Quando, ao deixar a multidão, regressou a casa, os discípulos interrogaram-no acerca da parábola. 18Ele respondeu: “Também vós não compreendeis? Não percebeis que nada do que, de fora, entra no homem o pode tornar impuro, 19porque não penetra no coração mas sim no ventre, e depois é expelido em lugar próprio?”»

8: 5 (2ª Multiplicação dos pães)

«5Mas Ele perguntou: “Quantos pães tendes?” Disseram: “Sete.”»

8:12 (Fariseus pedem um sinal)

«12Jesus, suspirando profundamente, disse: “Porque pede esta geração um sinal? Em verdade vos digo: sinal algum será concedido a esta geração.”»

8: 17-21 (Fermento dos fariseus)

«17Mas Ele, percebendo-o, disse: “Porque estais a discorrer que não tendes pão? Ainda não entendestes nem compreendestes? Tendes o vosso coração endurecido? 18Tendes olhos e não vedes, tendes ouvidos e não ouvis? E não vos lembrais 19de quantos cestos cheios de pedaços recolhestes, quando parti os cinco pães para aqueles cinco mil?” Responderam: «Doze.» 20“E quando parti os sete pães para os quatro mil, quantos cestos cheios de bocados recolhestes?» Responderam: «Sete.» 21Disse-lhes então: “Ainda não compreendeis?”»

8: 23 (Cura do cego de Betsaida)

«23Jesus tomou-o pela mão e conduziu-o para fora da aldeia. Deitou-lhe saliva nos olhos, impôs-lhe as mãos e perguntou: “Vês alguma coisa?”»

8: 27 (Quem Sou Eu, pergunta Jesus)

«27Jesus partiu com os discípulos para as aldeias de Cesareia de Filipe. No caminho, fez aos discípulos esta pergunta: “Quem dizem os homens que Eu sou?”»

8: 27 (Quem Sou Eu, pergunta Jesus)

«29“E vós, quem dizeis que Eu sou?” – perguntou-lhes. Pedro tomou a palavra, e disse: “Tu és o Messias.”»

8: 36-37 (Condições para seguir Jesus)

«36Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida? 37Ou que pode o homem dar em troca da sua vida?»

9: 12 (Vinda de Elias e anúncio da paixão)

«Jesus respondeu-lhes: “Sim; Elias, vindo primeiro, restabelecerá todas as coisas; porém, não dizem as Escrituras que o Filho do Homem tem de padecer muito e ser desprezado?”»

9: 15 (Cura de um epiléptico)

«15Assim que viu Jesus, toda a multidão ficou surpreendida e acorreu a saudá-lo. 16Ele perguntou: “Que estais a discutir uns com os outros?”»

9: 19 (Cura de um epiléptico)

«19Disse Jesus: “Ó geração incrédula, até quando estarei convosco? Até quando vos hei-de suportar? Trazei-mo cá.”»

9: 21 (Cura de um epiléptico)

«21Jesus perguntou ao pai: “Há quanto tempo lhe sucede isto?” Respondeu: “Desde a infância”»

9: 33 (Sobre o maior no Reino)

«33Chegaram a Cafarnaúm e, quando estavam em casa, Jesus perguntou: “Que discutíeis pelo caminho?”»

9:50 (Ser sal)

«50O sal é coisa boa; mas, se o sal ficar insonso, com que haveis de o temperar? Tende sal em vós mesmos e vivei em paz uns com os outros.»

10:3 (Sobre o divórcio)

«3Ele respondeu-lhes: “Que vos ordenou Moisés?”»

10:18 (Jovem rico)

«18Jesus disse: “Porque me chamas bom? Ninguém é bom senão um só: Deus”.»

10: 36 (O pedido de Tiago e João)

«36Disse-lhes: “Que quereis que vos faça?”»

10: 36 (O pedido de Tiago e João)

«38Jesus respondeu: “Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que Eu bebo e receber o baptismo com que Eu sou baptizado?”»

10: 51 (Cura do cego Bartimeu)

«51Jesus perguntou-lhe: “Que queres que te faça?” “Mestre, que eu veja!” - respondeu o cego».

11: 3 (Entrada em Jerusalém, o jumento)

«3E se alguém vos perguntar: “Porque fazeis isso?” respondei: “O Senhor precisa dele;” e logo o mandará de volta.»

11: 17 (Expulsão dos vendedores do Templo)

«17E ensinava-os, dizendo: “Não está escrito: A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos? Mas vós fizestes dela um covil de ladrões.”»

11: 29 (Autoridade de Jesus)

«29Jesus respondeu: “Também Eu vos farei uma pergunta; respondei-me e dir-vos-ei, então, com que autoridade faço estas coisas: 30O baptismo de João era do Céu, ou dos homens? Respondei-me.”»

12: 9 (Parábola do vinhateiros homicidas)

«9Que fará o dono da vinha? Regressará e exterminará os vinhateiros e entregará a vinha a outros.»

12: 15-16 (Tributo a César)

«15Jesus, conhecendo-lhes a hipocrisia, respondeu: “Porque me tentais? Trazei-me um denário para Eu ver.” 16Trouxeram-lho e Ele perguntou: “De quem é esta imagem e a inscrição?”»

12: 24 (Sobre a Ressurreição)

«24Disse Jesus: “Não andareis enganados por desconhecer as Escrituras e o poder de Deus?”»

12: 26 (Sobre a Ressurreição)

«26E acerca de os mortos ressuscitarem, não lestes no livro de Moisés, no episódio da sarça, como Deus lhe falou, dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob?”»

12: 35 (Jesus Messias e Senhor de David)

«35Ensinando no templo, Jesus tomou a palavra e perguntou: “Como dizem os doutores da Lei que o Messias é filho de David?”»

12: 37 (Jesus Messias e Senhor de David)

«“37O próprio David chama-lhe Senhor; como é Ele seu filho?” E a numerosa multidão ouvia-o com agrado.»

13: 2 (Discurso escatológico)

«2Jesus respondeu: “Vês estas grandiosas construções? Não ficará delas pedra sobre pedra; tudo será destruído.”»

14: 6 (Jesus é ungido para a sepultura)

«6Mas Jesus disse: “Deixai-a. Porque estais a atormentá-la? Praticou em mim uma boa acção!”»

14: 14 (A Ceia Pascal, preparação)

«Segui-o 14e, onde ele entrar, dizei ao dono da casa: O Mestre manda dizer: “Onde está a sala em que hei-de comer a Páscoa com os meus discípulos?”»


14: 37 (Oração no Getsémani)

«37Depois, foi ter com os discípulos, encontrou-os a dormir e disse a Pedro: “Simão, dormes? Nem uma hora pudeste vigiar!”»

15: 34 (última pergunta de Jesus)

«34E às três da tarde, Jesus exclamou em alta voz: “Eloí, Eloí, lemá sabachtáni?”, que quer dizer: Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?»

Análise Narrativa 4

São Marcos ou o Evangelho das perguntas

O Evangelho de São Marcos está atravessado de inúmeras perguntas, um total de 98 perguntas, segundo a nossa contagem, e que distribuímos pelas seguintes secções: Jesus, Filho de Deus (4.1); Opositores de Jesus (4.2); Amigos de Jesus (4.3); Doentes (4.4) .
Tal número de perguntas revela a dimensão viva e dialogante do próprio Evangelho. Na sua maioria estas questões são entre Jesus e os seus opositores, o que destaca o confronto e a tensão com Jesus por parte dos seus opositores.
Na verdade, na sua maioria estas perguntas – 55 segundo a nossa contagem – são feitas pelo próprio Jesus, a primeira em Mc 2: 8-9 e a última em Mc 15: 34: «34E às três da tarde, Jesus exclamou em alta voz: “Eloí, Eloí, lemá sabachtáni?”, que quer dizer: Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?».
De notar que os opositores de Jesus fazem um total de 26 perguntas, sendo a sua última posta na boca de Pilatos em Mc 15: 14: «14Pilatos insistiu: “Que fez Ele de mal?” Mas eles gritaram ainda mais: “Crucifica-o!”».
No que aos que acompanhavam Jesus diz respeito temos um total de 15 perguntas, sendo esta a última pergunta do Evangelho de Marcos posta na boca do Anjo em Mc 16:3: «Ele disse-lhes: “Não vos assusteis! Buscais a Jesus de Nazaré, o crucificado? Ressuscitou; não está aqui. Vede o lugar onde o tinham depositado.”».
No que aos Doentes diz respeito temos duas perguntas, sendo de destacar aquela que é a primeira em todo o Evangelho: «24”Que tens a ver connosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos arruinar? Sei quem Tu és: o Santo de Deus”.». Este é o mesmo contéudo da segunda pergunta desta secção.
Após esta breve introdução apresentamos em secções distintas cada conjunto de perguntas segundo a tipologia já evidenciada e seguindo cada capítulo do Evangelho de São Marcos.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Tipificação do Milagre em Mc 7, 31-37

1º - O doente abeira-se de Jesus Cristo
«31Tornando a sair da região de Tiro, veio por Sídon para o mar da Galileia, atravessando o território da Decápole. 32Trouxeram-lhe um surdo tartamudo…»
2º - É feita uma petiçao
«e rogaram-lhe que impusesse as mãos sobre ele.»
3º - É vemcido um obstáculo como demonstraçao de fé.
«33Afastando-se com ele da multidão…»
4º - Jesus Cristo toca no enfermo ou pronucia palavras
«Jesus meteu-lhe os dedos nos ouvidos e fez saliva com que lhe tocou a língua. 34Erguendo depois os olhos ao céu, suspirou dizendo: «Effathá», que quer dizer «abre-te.»»
5º - o efeito: a cura é produzida
« 35Logo os ouvidos se lhe abriram, soltou-se a prisão da língua e falava correctamente.»
6º - A reacção
«36Jesus mandou-lhes que a ninguém revelassem o sucedido; mas quanto mais lho recomendava, mais eles o apregoavam. 37No auge do assombro, diziam: «Faz tudo bem feito: faz ouvir os surdos e falar os mudos.»»