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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

DISCURSO ECLESIAL S. MATEUS 18

O evangelho de Mateus trata da questão eclesial fazendo referência a tres grandes temas
 1-Jesus o novo Israel
 2-Acristologia
 3-A Igreja, e os discipulos
O evangelista é diferente de  Marco quando fala da Igreja e dos seus responsavel. O seu evangelho termina com a proclamação da missão universal, (28,16-20). Para Mateus, a Igreja se constroi vivendo e promandoa Jesus que reune  todas as nações do mundo e as submete pelo baptismo na sua morte e ressurreição para os fazer participar da vida do Pai no Espirito. A Igreja subsiste pela presença (18,2.20) "no meio dela" de Cristo seu Senhor cujo o rosto humano e divino se procurará sempre. Se desenvolve numa tensão onde cresce a esperança de se reunir com Ele no Reino do Pai prefigurado pela eucaristia (26,29). A Igreja é o verdadeiro Israel, sómente na medida em que se deixe  eclipsar depois da pessoa de Jesus testemunhando fielmente que Israel se encontra realizado no Filho do Homem. A vocação da Igreja não é diferente ( missão de Israel de anuncio e incarnação e vinda do Messias até a consumação 28,20) visto que o plano  divino de salvação é unico mas também se situa a luz do cumprimento ja realizado na morte e ressurreição de Jesus.
            A Igreja não se pode isntalar como se ja tivesse praticado todos os ensinamentos de Jesus como se vivesse perfeitamente as bem-aventuranças e a Justiça super abundante como se ja não tivesse nada que esperar do senhor. Mateus verdadeiro filho de Israel se dava conta de tudo isto. Por isso, não idealiza a comunidade cristã. Nunca a identifica com o Reino de Deus, cuja a proximidade proclama. Convida os seus leitores a se converterem juntamente ao Senhor vivo, quer dizer a se fazerem como os pequninos (18,3-4) para entrarem no reino dos céus. Os conduz a redescubrirem a humildade de uma Igreja de pouca fé que recebe em pleno rosto a contestação de um mundo esfarrapado que ja não tem mais segurança senão a da presença de Jesus que  institiu apenas uma vocação; a do Reino.  Portanto, notamos como é claro que o evangelho de Mateus é visto como o "evangelho eclesial ". Naõ só por ser o único que fala da Igreja (16,18;18,17) senão sobretudo porque sua composição literária e seu pensamento teologico estão modelados para esta realidade viva do Reino dos céus que vem morar entre os homens

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Os milagre no Evangelho de São Marcos

Este percurso segundo P.J. Achtmeier realça os milagres anteriores a Marcos. O autor insiste segundo suas pesquisas que existem milagres anteriores a Marcos que circulam em forma de duas grelhas idênticas em disposição, mas diferentes no conteúdo


1ª grelha

4,35-5,43; 6,34-44.53

tempestade acalmada, 4,35-41
endemoniado geraseno, 5, 1-20
Cura da hemorroísa, 5, 25-42
Filha de Jairo, 5, 21-23.35-43
1ª multiplicação dos pães
para os6,34-44.53


2ª grelha

6,45-51; 8,22,26; 7,24b-30.
32-37; 8,1-10

Jesus caminha sobre o mar, 6,45-51
Cego de Betsaida, 8,22-26
Siro-fenício, 7,24b-30
Cura do surdo gago, 7,32-37
2ª Multiplicação dos pães
Para os 4000, 8,1-10

Finalmente percebemos estes dados mediante análises linguísticos e literários: a primeira grelha 4,35; 5,21c; 24.33ª e 6,34bc são provavelmente redacionais; 5,24 e 6,34 são manifestamente; são redacionais na segunda grelha, 6,45c.50c.51b;7,36 e 8,1ª. A comunidade que transmitiu as duas grelhas fundava a sua reflexão nas tradições do Judaísmo (helénico) referentes a Moisés; via em Jesus terreno um homem divino (theios aner) comparável a Moisés, e concebia a eucaristia como uma epifania. Era semelhante a comunidade de Corinto.
Mediante a redacção dos versículos anteriormente indicados, a inserção de algumas unidades literárias e algumas modificações na disposição permite distinguir etapas na formação do evangelho e captar melhor por contraste, a teologia do evangelho. cf (Evangelios Sinópticos y Hechos de los apostolos), pg.85.