quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Sequência Narrativa Lc15,1-32

Lc 15,1-32
1. “Todos os cobradores de impostos e pecadores se aproximavam de Jesus para o escutar”.
2. “Mas os fariseus e os doutores da Lei criticavam Jesus, dizendo: «Este homem acolhe os pecadores e come com eles!».
3. “Então Jesus contou-lhes esta parábola:”
4. “Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, será que não deixa as noventa e nove no campo para ir procurar a ovelha que se perdeu, até a encontrar?”
5.“E, quando a encontra, com muita alegria coloca-a aos ombros”.
6. Chegando a casa, reúne amigos e vizinhos, para dizer: "Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida".
7. “E Eu declaro-vos: assim, haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão”.
8. «Se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma, será que não acende uma lâmpada, varre a casa e procura cuidadosamente, até encontrar a moeda?
9. Quando a encontra, reúne amigas e vizinhas, para dizer: "Alegrai-vos comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido".
10. “E Eu declaro-vos: os anjos de Deus sentem a mesma alegria por um só pecador que se converte».

11. Jesus continuou: “Um homem tinha dois filhos”.
12. O filho mais novo disse ao pai: "Pai, dá-me a parte da herança que me cabe". E o pai dividiu os bens entre eles.
13. Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E aí esbanjou tudo numa vida desenfreada.
14. Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome nessa região e ele começou a passar necessidade.
15. Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para os seus campos cuidar dos porcos.
16. O rapaz queria matar a fome com a vianda que os porcos comiam, mas nem isso lhe davam.
17. Então, caindo em si, disse: "Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui a morrer de fome...
18. Vou levantar-me, vou ter com meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra Deus e contra ti;
19. já não mereço que me chamem teu filho. Trata-me como um dos teus empregados".
20. Então levantou-se e foi ter com o pai. Quando ainda estava longe, o pai avistou-o e teve compaixão. Correu ao seu encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos.
21. Então o filho disse: "Pai, pequei contra Deus e contra ti; já não mereço que me chamem teu filho".
22. Mas o pai disse aos empregados: "Depressa, trazei a melhor túnica para vestir o meu filho. E colocai-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés.
23. Pegai no novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete.
24. Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado". E começaram a festa.
25. O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança.
26. Então chamou um dos criados e perguntou o que estava a acontecer.
27. O criado respondeu: "É o teu irmão que voltou. E teu pai, porque o recuperou são e salvo, matou o novilho gordo".
28. Então, o irmão ficou com raiva e não queria entrar. O pai saiu e insistiu com ele.
29. Mas ele respondeu ao pai: "Eu trabalho para ti há tantos anos, nunca desobedeci a nenhuma ordem tua; e nunca me deste um cabrito para eu festejar com os meus amigos.
30. Quando chegou esse teu filho, que devorou os teus bens com prostitutas, matas o novilho gordo!"
31. Então o pai disse-lhe: "Filho, estás sempre comigo e tudo o que é meu é teu.
32. Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado”.

Depois de lermos estes versículos percebemos que estamos presente uma sequência narrativa, podemos encontrar três micro-relatos são eles: a ovelha perdida (vr. 1-7), a dracma perdida (vr. 8-10) e o filho perdido (vr. 11-32). Jesus com estas pequenas parábolas dá resposta aos fariseus e aos doutores da Lei, pois diz-nos o texto que “os fariseus e os doutores da Lei criticavam Jesus, dizendo: «Este homem acolhe os pecadores e come com eles!». Ao ler-mos estes três-micro relatos percebemos que o que está em comum entre eles é a necessidade e a urgência de cada um ir ao encontro daqueles que estão perdidos, mostra-nos também a alegria que surge depois de se ter encontrado o que estava perdido. A sequência narrativa começa por Jesus apresentar um exemplo do dia a dia, o caso da ovelha que se perdeu e o pastor deixas todas as outras ovelhas para ir em busca daquela que estava perdida, de seguida dá mais relevo ao que está perdido, desta vez mostra-nos uma mulher que perdeu uma dracma, uma moeda muito valiosa. Esta mulher deixou tudo o que fazia, acendeu uma lâmpada e varreu a casa, quando encontrou a moeda teve grande alegria e foi partilhar essa alegria com as suas amigas. Depois do elenque ir crescendo gradualmente termina com a parábola de um filho que saiu da casa do pai e ao regressar a casa o pai “Quando ainda estava longe, o pai avistou-o e teve compaixão. Correu ao seu encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos”.
No final destas parábolas percebemos que a mensagem que Jesus pretendeu passar foi a extrema importância de salvar aquilo que está perdido, de salvar os pecadores e de partilhar essa alegria com todos os outros como Jesus diz: “E Eu declaro-vos: assim, haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão”, “E Eu declaro-vos: os anjos de Deus sentem a mesma alegria por um só pecador que se converte” e “Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado”. Jesus apela também para a nossa participação na missão do projecto divino, dizendo que existe alegria nos céus cada vez que cada um de nós se encontra com Deus.

Micro-relatos:
• A ovelha perdida (vr. 1-7)
• A dracma perdida (vr. 8-10)
• O filho perdido (vr. 11-32).

1 | Evangelho de S. Lucas

O Evangelho de S. Lucas

Características particulares:

Evangelho do Espírito Santo – Desde o início do seu Evangelho, Lucas realça a acção do Espirito Santo na vida e no mistério de Jesus Cristo.

Lc 1,15 – “O percursor está cheio do Espirito”.

Lc 1,35 – Maria é fecundada pelo Espirito.

Lc 1,43; 1,67; 2, 25-28 – Isabel, Zacarias e Simeão são cheios do Espírito.

Lc 3,22 – No baptismo o Espírito desce sobre Jesus.

Lc 4,1 – Jesus inicia o seu mistério publico cheio do Espírito.

Lc 4.18 – Jesus cumpre a profecia de Isaías relacionadas ao Espírito Santo.

Lc 4, 1-2; 4,14 – O Espírito capacita Jesus a suportar a tentação e vencer o mal.

Lc 10,21 – Jesus se alegra no Espírito no retorno dos setenta.

Lc 11,13; 24,49 – Jesus ensina que os discípulos receberiam o Espírito.

Ênfase no Templo – No seu evangelho, Lucas demonstra grande importância do templo, não apenas referente à ligação com os relatos da Paixão, mas também relativamente a narrativas exclusivas sobre a Natividade (Lc 1.8, 21-22; 2,27;2, 37), incluindo a visita na puberdade (Lc 2, 41-51). Após a ascensão de Jesus, os discípulos vão ao Templo.

Ministério dos Anjos – No seu Evangelho, Lucas referencia várias vezes os anjos, por mais de 20 vezes, com o intuito de acentuar a consciência da divindade da pessoa de Cristo.

Ênfase na Oração – Lucas confere à oração uma importância extrema, mais que em Mt ou Mc, no papel do ensino e exemplo de Jesus. Após Jesus ter orado, ensina aos seus discípulos um modelo de oração “Pai nosso” (Lc 11, 2-4), acrescentando duas parábolas, a do amigo insistente e a do pai bondoso, demonstrando a perseverança e a confiança (Lc 11, 5-13). Juntamente com estas duas parábolas, surgem outras duas, as quais destacam a perseverança e a humildade, a viuva importuna (Lc 18,1-8) e a do fariseu e do publicano (Lc 18, 9-14).

Em relação aos outros sinópticos, Lucas faz referência amais nove vezes que Jesus orou:

Lc 3,21 – Por ocasião de seu baptismo

Lc 5,16 – Após a cura do leproso Jesus orou no deserto

Lc 6,12 – Antes de escolher os Apóstolos

Lc 9,18 – Antes da confissão de Pedro

Lc 9,18 – Por ocasião da Transfiguração

Lc 11,1 – Antes de ensinar a oração dominical

Lc 22,32 – Antes da Paixão

Lc 23,34 – Crucificado, orou pelos inimigos e em oração pronuncia suas últimas palavras (23.46).

Evangelho do Louvor e da Alegria – Apenas em Lucas surge uma série de magníficos cânticos inspirados, presentes no Novo Testamento: o de Maria, Magnificat – Lc 1,46-55; o de Zacarias, Benedictus – Lc 1,68-79; o dos anjos, Glória in encelsis Deo – Lc 2,14; o de Simeão, Nunc dimittis – Lc 2,29-32. A alegria é expressa nestes cânticos, sendo que Jesus também se exulta de alegria (Lc 10,20) e leva os seus discípulos a se alegrarem também (Lc 10,20). Lucas constata que o povo se alegrava quando Jesus realizava as suas maravilhas (Lc 13.17; 19.37).

No final do seu Evangelho, Lucas mais uma vez declara a alegria existente, presente nos discípulos que se encontravam de volta a Jerusalém, para louvar a Deus no Templo (Lc 24, 52).

Evangelho dos Pobres e Abandonados – O Evangelho S. Lucas, destaca a especial atenção que Jesus tem para com os pobres e rejeitados. Em muitas passagens Lucas evidencia a riqueza e a pobreza, e o contraste existente entre elas:

Lc 1,48-52 – Maria, uma mulher pobre e simples.

Lc 2,7 – Nascimento de Jesus numa estrebaria.

Lc 2, 8-12 – O nascimento é anunciado primeiramente, aos pobres pastores.

Lc 2,24 – Seus pais cumprem a Lei oferecendo a oferta dos pobres.

Lc 3, 10-14 – João baptista ensina uma atitude simples e pobre.

Lc 4,18-21 – No seu primeiro discurso, Jesus declara que veio “anunciar a Boa Nova aos pobres”

Lc 12, 16-21 – Jesus apela na parábola para o perigo de confiar nas riquezas.

Lc 12,33 – Jesus apela aos discípulos para que tenham uma vida simples e pobre.

Lc 14, 12-14 – Os discípulos de Jesus devem evitar interesses mesquinhos e cobiçosos.

Lc 16,14 – Os fariseus criticam Jesus devido ao seu ensino sobre a pobreza, sendo que Jesus responde apresentando duas parábolas que ensinam a precariedade dos bens materiais (Lc 16, 19-31) e a necessidade de lhes dar um bom uso (16, 1-9).

Evangelho da Salvação universal – Para Lucas a principal mensagem que pretende passar ao leitor, é que Jesus não é apenas o Salvador de um povo específico, mas sim de todos os povos. Para que tal mensagem fique clara para o leitor, Lucas salienta que Jesus não é apenas o “Filho de Davi” ou o “Filho de Abraão”, mas o “Filho de Adão”, unindo assim, tanto judeus como gentios.

Várias passagens remetem para a ideia de um Evangelho de salvação universal:

Lc 13,29 – Pessoas virão de todas as nações para assentarem-se no reino de Deus.

Lc 2, 14 – Os anjos ao proclamarem a paz de Jesus incluem todos os homens.

No final do seu evangelho, Lucas reforça novamente esta ideia, através das palavras de Jesus: “Estava escrito que o Cristo devia sofrer e ressuscitar no terceiro dia dentre os mortos e que em seu nome seria pregado o arrependimento ... a todas as nações, a começar por Jerusalém” (Lc 24,46).

Evangelho das Figuras Antitéticas – Através do contraste entre as figuras, Lucas demonstra as diferentes atitudes de animo ou afectos antitéticos:

Lc 1, 11-22 / 1, 26-38 – Anjo Gabriel anuncia dois nascimentos milagrosos, sendo que Zacarias reage inicialmente com incredulidade, ficando mudo, e Maria, a qual recebe a notícia cheia de fé, levando-a a realizar um Cântico de louvor.

Lc 7, 36-50 – A pecadora que se arrependeu é apreciada, enquanto Simão, o fariseu cheio de si é repreendido.

Lc 10, 38-42 – As reacções diferentes das suas irmãs relativamente à chegada de Jesus a sua casa.

Lc 17,11-18 – Jesus cura igualmente dez leprosos, sendo que nove são judeus ingratos, e apenas um é samaritano, voltando para agradecer a Jesus, adquirindo o perdão e a salvação.

Lc 18, 9-14 – Dois homens que sobem ao templo para orar, sendo que um é um fariseu soberbo, o qual nada obtém, enquanto o outro, um publicano humilde, alcança a misericórdia.

Finalizando esta ideia, Lucas termina a narrativa, relatando o episódio dos dois presos que se encontram crucificados junto a Jesus, sendo que um permanece incrédulo e o outro arrepende-se.

Evangelho no Feminino – Lucas é o evangelista que mais destaca o papel da mulher, quer nos Evangelhos Sinópticos, quer em toda a Bíblia. Lucas coloca a mulher ao lado do homem, sendo ambos Homem e Mulher, filhos e filhas de Deus.

No seu Evangelho, Lucas confere às mulheres papeis bastante significativos. Desde o início que surgem como personagens centrais, Isabel declarada ajusta e irrepreensível, face ao seu marido. Maria, na sua bela figura, de extrema beleza, inteligência e submissão incondicional à vontade de Deus. Lucas faz inúmeras referencias a várias personagems femininas como a mulher que proclamava bem-aventura a mãe de Jesus, a mulher encurvada, a parábola da mulher que perdeu e encontrou a moeda, a parábola da viúva e do juiz iníquo, as mulheres na via-sacra.

No seu Evangelho, não só as mulheres abrem a narrativa, como também permanecem no seu fechamento, como as mulheres que permaneceram junto da cruz, sendo as primeiras a ouvir as boas novas da Ressurreição e a contemplar Jesus ressuscitado, anunciando a nova mensagem.

Lucas irá deixar bem claro que as mulheres “seguiam e serviam” Jesus, duas características importantes do discupulado. Mesmo se encontrando num ambiente hostil, elas permaneceram fiéis na sua fé e no serviço ao Messias, seguindo-O para Jerusalém, acompanhando os momentos da Paixão até à Ressurreição.




Jesus acalma a tempestade

Análise da passagem bíblia “Jesus acalma a tempestade” presente nos Evangelhos de São Mateus, São Marcos e São Lucas.

Mt 8,23-27 ; Mc 4,35-41 e Lc 8,22-25

O que é comum aos três relatos:

· Jesus e os discípulos estão no barco.

· Surge uma tempestade.

· Perigo de perecerem.

· Jesus vai a dormir durante a tempestade.

· Os discípulos acordam Jesus.

· Jesus pergunta porque é que os discípulos têem medo?

· Onde está a vossa fé?

· Jesus fala imperiosamente ao vento e ao mar.

· A tempestade desaparece e surge a bonança.

· Os discípulos interrogam-se dizendo “Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?”

O que é complementar ou diferente nos três evangelistas:


Nestes três relatos bíblicos sabemos que Jesus e os seus discípulos entraram num barco para passarem para outra margem. Durante a viagem surge uma tempestade que coloca em perigo as vidas dos discípulos. Os discípulos apavorados e cheios de medo acordaram Jesus que dormia tranquilamente. Jesus acorda e aclama a tempestade e os discípulos questionaram-se acerca de quem é aquele que até o mar e o vento lhe obedecem.

Ao lermos estas três passagens bíblicas que nos narram esta situação apercebemo-nos que á primeira vista as passagens são iguais, mas se debruçarmo-nos sobre o texto e se deixarmo-nos interpelar por ele percebemos as suas particularidade de cada evangelista. Facilmente percebemos que o relato de Mt é o mais breve, pretende apenas contar-nos o que aconteceu enquanto o relato de Lucas e principalmente o de Marcos pretende dar-nos mais pormenores acerca do que se passou.

Situação inicial: Início da viagem. É São Marcos que nos dá mais informações acerca do início da viagem como podemos ler “Naquele dia ao entardecer, disse: Passemos para a outra margem. Afastando-se da multidão, levaram-no consigo, no barco onde estava, e havia outras embarcações com Ele”.

Nó: É Marcos que descreve mais pormenorizadamente o surgimento da tempestade “ desencadeou-se então, um grande turbilhão de vento e as ondas arrojavam-se contra o barco, deforma que este já estava quase cheio de água”, “Jesus à popa, dormia sobre uma almofada”. Não só Marcos completa ou seja dá mais pormenores acerca como Jesus dormia “sobre uma almofada” mas ainda nos diz que Jesus estava a dormir na popa do barco, desta forma, mostra que Jesus ia no local mais perigoso e instável do barco, mas que isso não o incomodava e por isso dormia.

Acção transformadora: Em Mt, depois de Jesus ser acordado pelos discípulos, Jesus interroga-os “Porque temeis, homens de pouca fé?” enquanto que em Mc e Lc Jesus aparece primeiro a cessar o vento e o mar e só depois é que questiona os discípulos acerca da fé que eles possuíam. São Mateus dá-nos a entender que é por causa dos discípulos não terem fé que estão cheios de medo e por essa razão decidem acordar Jesus.

Desenlace: O desenlace é semelhante a todos os relatos “e depois veio a calma”, o “vento serenou” ou o “vento serenou e fez-se grande calma”.

Situação final: É marcada pela inquietação e pela pergunta “Quem é este homem, a quem até o vento e o mar obedecem?”. A situação final é comum aos três relatos bíblicos.

3 | Evangelho de S. Mateus

Elementos particulares ao Evangelho de Mateus:

Acontecimentos:

§ A visão de Mateus (1:20-24)

§ A visita dos Magos (2:1-12)

§ A fuga para o Egito (2:13-15)

§ O massacre das crianças (2:16)

§ O sonho da esposa de Pilatos (27:19)

§ A morte de Judas (27:3-10)

§ O suborno dos guardas (28:15-18)

§ A comissão para o batismo de discípulos (28:19-20)

Parábolas:

§ Do Joio (13:24-30, 36-43)

§ O tesouro escondido (13:44)

§ A pérola (13:45-46)

§ A rede (13:47)

§ O servo sem misericórdia (18:23-35),

§ Os trabalhadores na vinha (20:1-16)

§ Os dois filhos (21:28-32)

§ O casamento do filho do rei (22:1-13)

§ As dez virgens (25:1-13)

§ Os talentos (25:14-30)

Milagres:

  • Os dois homens cegos (9:27-31)
  • O surdo endemoniado (9:32-33)
  • A moeda na boca do peixe (17:24-27.

2 | Evangelho de S.Mateus

Evangelho de S. Mateus

O Evangelho de S. Mateus organiza-se de acordo com os cincos longos discursos de Jesus, os quais terminam de maneiras semelhantes:

  • 1º Discurso: capítulos 5-7; termina 7, 28 – “Quando Jesus acabou de falar…”
  • 2º Discurso: capítulos 10; termina 11, 1 – “Quando Jesus acabou de dar…”
  • 3º Discurso: capitulo 13; termina 13, 53 – “Depois de terminar estas parábolas…”
  • 4º Discurso: capitulo 18; termina 19, 1 – “ Quando acabou de dizer estas palavras…”
  • 5º Discurso: capítulos 24-25; termina 26, 1 – “ Tendo acabado todos estes discursos…”

Assim este Evangelho encontra-se formado por uma sucessão de feitos e discursos do Senhor, alternados.

No início e no fim, destacam-se dois longos relatos, muito diferentes dos restante, referentes à Infância de Jesus (capítulos 1-2) e Paixão e Ressurreição (capítulos 26-28).

Resumindo:

1º-- Capítulos 1-2: Infância do Senhor
2º-- Capítulos 3-4: Relatos / Capítulos 5-7: Discurso
3º-- Capítulos 8-9: Relatos / Capítulo 10: Discurso
4º-- Capítulos 11-12: Relatos / Capitulo 13: Discurso
5º-- Capítulos 14-17: Relatos / Capitulo 18: Discurso
6º-- Capítulos 19-23: Relatos / Capítulos 24-25: Discurso
7º-- Capítulos 26-28: Paixão e Ressurreição

Os discursos mais longos são os discursos referentes aos capítulos 5-7 e capítulos 24-25, sendo estes, os únicos que Jesus faz sobre uma montanha.

O terceiro discurso, capitulo 13, é realizado num nível inferior, sobre a superfície da água, contendo sete parábolas sobre o Reino dos Céus.

Infância de Jesus (capítulos 1-2)

Primeiramente Mateus apresenta a genealogia de Jesus (Mt 1, 1-17), recorrendo a alguma citações do Antigo Testamento (Mt 1, 23; 2, 5-6; 2, 15; 2, 18; 2, 23). Ao apresentar a genealogia de Jesus, Mateus pretende mostrar Jesus como o herdeiro das promessas feitas a Abraão e David, como Aquele de quem já se falou no tempo dos Patriarcas e dos Profetas.

Na primeira passagem (Mt 1, 18-25), Mateus relata os receios de José, perante a gravidez de Maria, fazendo uma referência à Profecia de Isaías. Sendo José descendente de David, e nascerá na sua família um filho de uma virgem, Mateus demonstra claramente que Jesus é o Emanuel de quem falou o profeta. Apesar de José não ser o pai, ao recebe-lo na família pondo-lhe o nome, Jesus ficará ligado à família de David.

A segunda passagem (Mt 2, 1-15), descreve a visita dos Magos, mostrando que tanto pagãos como Judeus chegam a conhecer Jesus. Os pagãos através de uma estrela tomam conhecimento do nascimento de Jesus, e os Judeus através da leitura das Escrituras.

A terceira passagem (Mt 2, 16-18) refere-se à matança dos inocentes. Mateus relaciona com os relatos do livro do Êxodo (capitulos 1-2), convidando o leitor a relacionar os dois episódios através da frase Mt 2, 20 – “...Levanta-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel, porque morreram os que atentavam contra a vida do menino.”

Através desta narrativa Mateus proclama Jesus como o Herdeiro das promessas feitas a Abraão e David, sendo descendente de David anunciado pelos profetas.

O Anuncio do Reino dos Céus (capítulos 3-7)

Esta segunda parte, inicia-se com a predicação de João Baptista (Mt 3, 1-12). Este, anuncia a chegada de Jesus, através de citações dos anúncios do Juízo, do Antigo Testamento (Mt 3, 7-12).

Com o baptismo de Jesus (Mt 3, 13-17), o céu rasga-se, desce o Espirito Santo, e do Alto a voz do Pai proclama Jesus como sendo o Messias anunciado nos Salmos e nos Profetas. Jesus adquire um novo titulo, dado pelo próprio Deus: Jesus é o Filho de Deus. As palavras proclamadas por Deus remetem o leitor para o Antigo Testamento. Jesus, através do baptismo, é proclamado pelo Pai, como o Messias anunciado nos Salmos e nos Profetas.

Mateus relata as tentações (Mt 4, 1-11) de uma maneira única, sendo que por cada sugestão de Satanás, Jesus responde com uma frase tirada do Licro do Deuteronómio. Ao longo do seu Evangelho, Mateus irá mostrar ao leitor, outras tentações pelas quais Jesus teve que padecer, mas Jesus permaneceu sempre fiel (Mt 16, 1; 16, 23; 19, 3; 22, 18; 22, 35; 27, 39-44).
Mateus relaciona a atitude do povo de Israel, em contraste com a de Jesus perante as tentações, mostrando Jesus, como o Filho que segue fielmente o Pai.
Os relatos concluem-se com o chamamento dos discípulos por parte de Jesus (Mt 4, 18-22), predica ao povo e cura doentes (Mt 4, 23-25).

Jesus anuncia a chegada do Reino (Mt 4, 17), e perante os milagres realizados, elabora o primeiro discurso.

Este primeiro discurso (capítulos 5-7), consiste numa introdução para toda a multidão presente, sobre a chegada do Reino. Denominado “Sermão da Montanha”, devido ao lugar onde se encontra Jesus.

Jesus começa por recordar os mandamentos de Moisés, dando-lhes uma nova interpretação (Mt 5, 18; 19, 21; 19,27; 19,31;19,33; 19,38; 19,43). Este momento associa-se à passagem do Monte Sinai (Êxodo 19, 20). Jesus estabelece as Bem-Aventuranças (Mt 5, 3-12), através das quais Jesus felicita aqueles que apresentam condições para entrar no Reino dos Céus.

Jesus relembra que “o Reino está próximo” (5, 17-48), expondo qual o comportamento a seguir, tendo em conta os mandamentos.

Mateus mostra ao leitor o princípio do Reino dos Céus, onde Jesus é anunciado pelo Pai como Seu Filho. Elabora um discurso onde explica aos demais, qual o caminho a seguir para que sejam dignos do Reino dos Céus.


O Poder do Reino dos Céus (capítulos 8-10)

Nestes capítulos os relatos encontra-se agrupados por uma série de 10 milagres:

  • Cura do leproso (Mt 8, 1-4)
  • Cura do servo do centurião (Mt 8, 5-13)
  • Cura da sogra de Pedro (Mt 8, 14-15)
  • A tempestade acalmada (Mt 8, 23-27)
  • Libertação dos possessos de Gádara (Mt 8, 28-34)
  • Cura do paralítico (Mt 9, 1-8)
  • Cura da mulher com hemorragia (Mt 9, 20-22)
  • Ressurreição da filha de Jairo, chefe da sinagoga (Mt 9, 18-19; 23-26)
  • Cura dos dois cegos (Mt 9, 27-31)
  • Cura do mudo possesso (Mt 9, 32-33)

No entanto, intercalando com os relatos dos milagres, surgem algumas passagens de carácter diferente:

  • Resumo da actividade de Jesus (Mt 8, 16-17)
  • Condições para seguir Jesus (Mt 8, 18-22)
  • Chamamento de Mateus (Mt 9, 9)
  • Comer com os pecadores e discussões (Mt 9, 10-17)
  • Resumo da actividade de Jesus; Jesus e as multidões (Mt 9, 35-38)

Contudo alguns relatos inserem-se noutros, como o caso do relato da cura da mulher com hemorragia (Mt 9, 20-22), que se encontra inserida no meio do relato da ressurreição da filha de Jairo, chefe da sinagoga (Mt 9, 18-19; 23-26).

Assim, Mateus insere os relatos dos milagres em conjunto com outros episódios:

  • Três relatos de milagres (Mt 8, 1-15)
  • Resumo da actividade de Jesus e frases sobre a vocação (Mt 8, 16-22)
  • Três relatos de milagres (Mt 8, 23 - 9, 8)
  • Chamamento de Mateus, refeição com os pecadores e discussões (Mt 9, 9-17)
  • Três relatos de milagres (Mt 9, 18-34)
  • Resumo da actividade de Jesus (Mt 9, 35-38)

Nestes relatos Jesus irá curar vários doentes, mostrando poder sobre a doença, a morte, os demónios e os pecados. Come à mesa com pecadores (Mt 9, 10-13).

Algo importante nestes relatos, é a importância que Mateus dá relativamente à condição religiosa, mais que condição de doente. O leproso é um “impuro” (Mt 8, 2-3), o centurião é um pagão (Mt 8, 10-13), ao paralítico são-lhe perdoados os pecados (Mt 9, 2).

Estes milagres demonstram uma mudança, Jesus compadece-se da multidão, pois são ovelhas sem pastor; escolhe os Doze Apóstolos (Mt 9, 35 – 10, 1-4), para que este vão pelo mundo realizar os mesmos feitos, destruir o poder dos demónios e do pecado, dando indicações precisas para a missão (Mt 10, 16-42).

Nesta parte o Evangelho de Mateus demonstra o poder do Reino dos Céus, sendo Jesus aquele que tem esse poder, realizando milagres, perdoando pecados, e expulsando os demónios, transmitindo por fim, este poder aos seus discípulos, para que se possa perpetuar na Igreja.

O mistério do Reino dos Céus (capítulos 11-13)

Nestes capítulos, em algumas passagens, o leitor apercebe-se que muitas vezes Jesus é incompreendido. Como o caso de João Baptista (Mt 11, 2-15). Outro momento será perante os fariseus, que reprovam os discipulos (Mt 12, 1-8) e Jesus (Mt 12, 9-14), por não respeitarem os descanso do Sábado; ao verem Jesus realizar um milagre, consideram que foi através do poder dos demónios, sendo Jesus o príncipe deles ( Mt 12, 22-37). Todos estes episódios demonstram a incompreensão sofrida por Jesus.

Mateus acentua esta situação ao dar exemplos fortes, como o de João Baptista, ou de Maria, que mesmo sendo bem intencionados não compreendem Jesus; outros simplesmente não entendem Jesus, devido ao seu coração endurecido. Nisto conclui-se que a mente dos homens, não chega para entender o mistério de Jesus e do Reino.

Perante tal incompreensão, Jesus elabora outro discurso, numa tentativa de explicar de maneira mais simples e fácil, qual o mistério do Reino dos Céus, através de sete parábolas (capitulo 13). Jesus explica o sentido da utilização da parábola, através de um texto do Profeta Isaías:

Mt 13, 14-15 – “...Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis; e, vendo, vereis, mas não percebereis. Porque coração deste povo tornou-se duro, e duros também os seus ouvidos; fecharam os olhos, não fossem ver com os olhos, ouvir com ouvidos, compreender com o coração, e converte-se, para Eu os curar.”

As sete parábolas do Reino dos Céus são:
1 – O semeador (Mt 13, 3-9; 13, 18-23) – Explica que o Reino dos Céus, apesar de toda a oposição e má disposição que encontre, irá dar frutos em abundância.
2 – O trigo e o joio (Mt 13, 24-30; 13, 36-43) – Resposta aos que pedem justiça e que se condene os pecadores. No entanto, há que esperar, pois apenas no fim o mal será retirado do mundo. Até lá, ambos bem e mal, estarão presentes no mundo.
3 – O grão de mostarda (Mt 13, 31-32) – Esta parábola refere-se aos que não crêem que o Reino já se encontra entre eles. Apenas vêem o seu modesto começo, no entanto, atingirá a plenitude no fim. Esta parábola demonstra o contraste entre a pequenez da semente e a grandeza da planta.
4 – O fermento e a massa (Mt 13, 33) – Esta parábola ensina que o Reino deverá ser introduzido no mundo, com um todo, não permanecendo separado.
5 – O tesouro no campo (Mt 13, 44) – Nesta parábola é evidenciado a importância do Reino, pois perante a sua alegria, nada mais importa.
6 – A pérola de grande valor (Mt 13, 45-46) - Apresenta o mesmo ensinamento que a parábola anterior.
7 – A rede (Mt 13, 47-50) – O anuncio do Reino, deverá ser feito a todos, sem qualquer excepção, pois a separação entre os bons e maus, dignos e indignos, apenas acontecerá no final dos tempos.

A Disciplina do Reino dos Céus (capítulos 14-18)

Após Jesus ter sido rejeitado pelos seus em Nazaré, afasta-se, dando inicio a uma parte de relatos.

Mateus relata duas multiplicações de pães, mas que ocorrem em territórios diferentes, uma em território Judeu (Mt 14, 13-21) e outra em território pagão (Mt 15, 32-39), sendo em ambas os discípulos os intervenientes na distribuição do pão.
Pedro, discípulo de Jesus assume um papel importante, ao caminhar pelas águas como Jesus (Mt 14, 22-33), sendo o único que responde correctamente à pergunta sobre quem é Jesus, graças à inspiração de Deus. Na transfiguração de Jesus, Pedro é um dos Apóstolos que se encontra presente (Mt 17, 1-8). Alguns deste episódios encontram-se apenas presentes no Evangelho de S. Mateus, como o tributo ao Templo (17, 24-27).
Após estes episódios, Mateus finaliza esta parte com um discurso de Jesus (capitulo 18). Este discurso surge no seguimento de uma pergunta dos Apóstolos “Quem é o maior no Reino dos Céus?” (Mt 18,1). Jesus responde discursando sobre a ordem pela qual se rege o Reino dos Céus que vem à terra, falando na edificação da “Igreja”. Tal palavra é apenas utilizada por Mateus, em relação aos outros Evangelistas.

Neste discurso Jesus irá estabelecer as normas desta Igreja, da qual Pedro é o pastor. Não responde à pergunta dos Apóstolos, mas explica que aquele que é o maior, deverá fazer-se humilde (Mt 18,4). Característico de S. Mateus, será esta noção de Cristão humilde e condição de pequenez.

Jesus no seu discurso, apela ao cuidado dos pequenos, para que não pequem; explicar que o perdão deverá ser quantas vezes for necessário, “...não só sete vezes, mas setenta vezes sete...” (Mt 18, 22), narrando por fim uma parábola sobre o perdão, por o homem deve perdoar sempre, porque a ele, o Senhor perdoou muito mais.

A Consumação do Reino dos Céus (capitulo 19-25)

Nesta parte do Evangelho, Mateus apresenta várias parábolas, referentes à forma como o povo resiste ao chamamento de Deus, bem como o surgimento de uma serie de polémicas de Jesus com os seus adversários.

As parábolas demonstram os corações endurecidos, que levam à morte do Senhor, a parábola dos trabalhadores da vinha (Mt 20, 1-16), a entrada de Jesus em Jerusalém e a expulsão dos vendedores do templo (Mt 21, 1-17), a maldição da figueira estéril (Mt 21, 18-22), a parábola dos dois filhos (Mt 21, 28-32), a parábola dos vinhateiros homicidas (Mt 21, 33-46), a parábola do grande banquete de casamento (Mt 22, 1-14).

Surgem polémicas com vários adversários: os fariseus (Mt 19, 1-9), sacerdotes (Mt 21, 15-17; Mt 21, 23-46), os fariseus com os herodianos (Mt 22, 15-22), os saduceus (Mt 22, 23-33) e outra vez com os fariseus (Mt 22, 34-46).

Jesus elabora novamente um discurso, denominado “discurso escatológico”, pois trata-se de um discurso que se refere às ultimas coisas, sobre o final. Jesus relata o fim do templo, a queda de Jerusalém “…não ficará aqui pedra sobre pedra…” (Mt 24, 2). Mateus refere a segunda vinda do Senhor, que acontecerá imediatamente após a destruição de Jerusalém (Mt 24, 29).

De seguida, decorre o relato da Paixão (capitulos 26-28), sendo que perante o sumo sacerdote, o qual pergunta a Jesus se Ele é o Messias, Filho de Deus. Jesus responde “Tu o disseste. E Eu digo-vos: Vereis um dia o Filho do Homem sentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu” (Mt 26, 64). Esta frase de Jesus, revela que Mateus apresenta a ressurreição de Jesus como a sua segunda vinda gloriosa.

Por fim Mateus, finaliza o seu Evangelho com a frase de Jesus ressuscitado “Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos” (Mt 28, 20), demonstrando ao leitor que com a vinda gloriosa de Jesus, já começa a instauração e a difusão do Reino no mundo inteiro.

A Paixão e a Ressurreição (capitulo 26-28)

Sendo esta a ultima parte do Evangelho de Mateus, como na primeira parte, esta não apresenta discursos, apenas narrações.

Na narrativa sobre a Paixão, Mateus demonstra a liberdade com que Jesus aceita o sofrimento. Ao mesmo tempo, demonstra que todos os passos da Paixão, correspondem a um plano já existente, presente nas Sagradas Escrituras. Mateus mostra ao leitor, que o sofrimento e morte de Jesus não significa nenhum escândalo, mas que representa o caminho previsto pelo Pai, para que Jesus seja constituído Senhor de tudo (Mt 28,18).

Mateus mostra que é Jesus que vai anunciando distintos passos da Paixão:

Jesus anuncia aos seus discípulos como vai ser morto (Mt 26, 2); os sumos-sacerdotes decidem matar o Senhor (Mt 26, 3-4); Jesus fala da sua próxima sepultura (Mt 26, 12); e Judas decide entregá-Lo para que o matem; Jesus pede para celebrar a ceia da festa da Páscoa, fazendo referência ao tempo da sua morte (Mt 26, 17-18); durante a ceia, Jesus anuncia aos seus discípulos que sabe que será atraiçoado, que conhece quem é o traidor (Mt 26, 20-25), anunciando também as negações de Pedro (Mt 26, 31-35); ao celebrar a Páscoa, institui a Eucaristia, e ao mesmo tempo anuncia que esta é a última refeição que faz com os seus discípulos antes da chegada do Reino (Mt 26, 26-29); quando vêm para prender Jesus, Ele repete por duas vezes que tudo acontece “para que se cumpram as Escrituras” (Mt 26, 54-56); Jesus nem se defende quando é acusado perante Pilatos (Isaías 53, 7 e Mateus 27, 14); finalmente morre recitando um salmo (Salmo 22, 2; Mt 27, 46).

Jesus ressuscita e um anjo é testemunha (Mt 28, 1-8); Jesus aparece às mulheres (28, 9-10) e aos seus discípulos (28, 16-20). Nesta última aparição aos Onze, envia-os a implementar o Reino e promete-lhes a sua presença contínua até ao fim do mundo.