quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Análise Narrativa 4.4

Doentes
(leprosos, cegos, possessos de satanás, coxos, paralíticos…)


1: 21-24 (1ª Pergunta do Evangelho)

«21Entraram em Cafarnaúm. Chegado o sábado, veio à sinagoga e começou a ensinar (…)23Na sinagoga deles encontrava-se um homem com um espírito maligno, que começou a gritar: 24"Que tens a ver connosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos arruinar? Sei quem Tu és: o Santo de Deus”.»

5: 6-7 (Cura de um possesso de Gerasa de nome “Legião”)

«6Avistando Jesus ao longe, correu, prostrou-se diante dele 7e disse em alta voz: “Que tens a ver comigo, ó Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te, por Deus, que não me atormentes!”»

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Análise Narrativa 4.3

Amigos de Jesus
(discípulos, multidão…)


4: 38-39 (Jesus acalma a tempestade)

«38Jesus, à popa, dormia sobre uma almofada. 39Acordaram-no e disseram-lhe: “Mestre, não te importas que pereçamos?”»

4: 41 (Jesus acalma a tempestade)

«1E sentiram um grande temor e diziam uns aos outros: “Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?”»

5: 35 (Ressurreição da filha de Jairo)

«35Ainda Ele estava a falar, quando, da casa do chefe da sinagoga, vieram dizer: “A tua filha morreu; de que serve agora incomodares o Mestre?”»

6: 37 (1ª Multiplicação dos pães)

«37Jesus respondeu: «Dai-lhes vós mesmos de comer.» Eles disseram-lhe: “Vamos comprar duzentos denários de pão para lhes dar de comer?”»

8: 4 (2ª Multiplicação dos pães)

«4Os discípulos responderam-lhe: “Como poderá alguém saciá-los de pão, aqui no deserto?”»

9: 11 (Vinda de Elias)

«11E fizeram-lhe esta pergunta: “Porque afirmam os doutores da Lei que primeiro há-de vir Elias?”»

9: 28 (Cura de um epiléptico)

«28Quando Jesus entrou em casa, os discípulos perguntaram-lhe em particular: “Porque é que nós não pudemos expulsá-lo?”»

10:17 (Jovem rico)

«17Quando se punha a caminho, alguém correu para Ele e ajoelhou-se, perguntando: “Bom
Mestre, que devo fazer para alcançar a vida eterna?”»

10:26 (Jovem rico, perigo das riquezas)

«26Eles admiraram-se ainda mais e diziam uns aos outros: “Quem pode, então, salvar-se?”»

11:5 (Entrada em Jerusalém, o jumento)

«5Alguns que ali se encontravam disseram-lhes: “Que é isso de soltar o jumentinho?”»

13: 3-4 (Sinais dos tempos)

«3E, estando sentado no Monte das Oliveiras frente ao templo, Pedro, Tiago, João e André perguntaram-lhe em particular: 4“Diz-nos quando tudo isto acontecerá e qual o sinal de que tudo está para acabar?”»

14: 12 (A Ceia Pascal, preparação)

«12No primeiro dia dos Ázimos, quando se imolava a Páscoa, os discípulos perguntaram-lhe: “Onde queres que façamos os preparativos para comeres a Páscoa?”»

14: 19-20 (Anúncio da traição de Judas)

«19Começaram a entristecer-se e a dizer-lhe um após outro: “Porventura sou eu?” 20Jesus respondeu-lhes: “É um dos Doze, aquele que mete comigo a mão no prato.”»

16: 3 (Manhã de Páscoas, as mulheres vão ao Sepulcro)

«3Diziam entre si: “Quem nos irá tirar a pedra da entrada do sepulcro?”»

16: 3 (No Sepulcro, última pergunta do Evangelho feita pelo Anjo)

«Ele disse-lhes: “Não vos assusteis! Buscais a Jesus de Nazaré, o crucificado? Ressuscitou; não está aqui. Vede o lugar onde o tinham depositado.”»

Um exeplo de tipificação dos milagres em Marcos (7, 31-37)
31. De novo, se retirou das terras de Tiro e foi para Sidom até ao mar da Galileia, através do território de Decápolis.
32. Então, lhe trouxeram um surdo e gago e lhe suplicaram que impusesse as mãos sobre ele.
33. Jesus, tirando-o da multidão, à parte, pôs-lhe os dedos nos ouvidos e lhe tocou a língua com saliva;
34. depois, erguendo os olhos ao céu, suspirou e disse: Efatá!, que quer dizer: Abre-te!
35. Abriram-se-lhe os ouvidos, e logo se lhe soltou o empecilho da língua, e falava desembaraçadamente.
36. Mas lhes ordenou que a ninguém o dissesem; contudo, quanto mais recomendava, tanto mais eles o divulgavam.
37. Meravilhavam-se sobremaneira, dizendo: Tudo ele tem feito esplendidamente bem; não somente faz ouvir os surdos, como falar os mudos.
(Almeida RA)

Tipificação do milagre
1. O enfermo é levado até Jesus (v. 32)
2. É feita a petição para que Jesus o cure impondo-lhe as mãos sobre a cabeça(v. 32)
3. É vencido o obstáculo da multidão, pelo que Jesus o retira a parte (v. 33)
4. Jesus toca-lhe os ouvidos e a língua (v. 33)
5. Dá-se o efeito da cura (v. 35)
6. A reacção de admiração por parte dos presentes (v. 37)
Sequência narrativa: Lucas 14, 1-24
As razões pelas quais escolhi esta sequência de Mateus são as seguintes. Em primeiro lugar porque nos encontramos na presença de um agrupamento de micro relatos todos unidos pelo mesmo tema: a refeição de Jesus na casa de um dos chefes dos fariseus. Quanto ao espaço encontramos-nos dentro da casa do fariseu; o tempo encontramo-lo quando se faz referência ao dia de sábado. Pórtico de entrada: Jesus entra na casa do chefe do fariseu (Lc 14,1), onde começa um discurso sobre as condições para participar do banquete escatológico; pórtico de saída: a sequência acaba com o versículo 24 uma vez que, se continuarmos adiante, muda-se de tema: Jesus acompanhado pelas multidões e as condições para seguí-lo, fora do contexto do banquete e da casa (14,25ss). Lugar em que se situa dentro do contexto do Evangelho de Lucas: subida progressiva de Jesus para Jerusalém. Lucas, neste contexto, afasta-se de Mateus e Marcos ao apresentar a subida de Jesus para Jerusalém num único bloco (9,51 – 18,14).
A sequência é caracterizada pelo agrupamento de quatro micro-relatos: no primeiro (vv. 1-6) Jesus entra na casa de um dos chefes dos fariseus no dia de sábado para tomar uma refeição. Encontramos também vários convivas fariseus e legistas e um hidrópico, a quem Jesus cura suscitando contradição por o ter feito no dia de sábado. Com o segundo micro-relato começa o discurso e as parábolas de Jesus aos legistas e fariseus sobre as condições para participar no banquete escatológico, o do Reino dos Céus (v. 15). É necessário escolher sempre o último lugar para ser exaltado no tempo oportuno (vv. 7-11); não são somente os ricos que devem participar neste banquete de modo a receber deles uma retribuição, mas sobretudo aqueles que não têm nada com que retribuir, para assim ser recompensado na ressurreição dos justos (vv. 12-14); a recusa dos convidados faz com que o convite se estenda a todos os que inicialmente não o tinham sido e que agora entram no banquete (vv. 15-24): são estes os pobres e os “impuros” em Israel (os das praças e ruas da cidade, v. 21) e os pagãos (os dos caminhos e trilhas fora da cidade, v. 23).

Micro-relato Lc 14, 1-6:
1“Certo sábado, ele entrou na casa de um dos chefes dos fariseus para tomar uma refeição, e eles o espiavam. 2Eis que um hidrópico estava ali, diante dele. 3Tomando a palavra, Jesus disse aos legistas e fariseus: “É lícito ou não curar no sábado?”. 4Eles porém ficaram calados. Tomou-o então, curou-o e despediu-o. 5Depois perguntou-lhes: “Qual de vós, se seu filho ou seu boi cai num poço, não o retira imediatamente em dia de sábado?”. 6Diante disso, nada lhe puderam replicar”.

Esquema quinário
1. Situação inicial: v. 1-2. Jesus entra, no sábado, na casa de um dos chefes dos fariseus para tomar uma refeição. Temos o hidrópico e os convivas que “espiavam” Jesus, atentos para ver o que ele iria fazer.
2. Nó: v. 3-4a. Aparece aqui o centro da questão, a partir do qual se desenvolve este micro-relato: o questionamento de Jesus sobre a licitude da cura no sábado, diante do qual os convivas ficam calados por não saberem responder.
3. Acção transformadora: v. 4b. Jesus cura o hidrópico.
4. Desenlace: v. 5. Jesus interroga novamente os convivas pondo em relevo a sua hipocrisia (Cf. Lc 13,15) relativamente à questão da cura no sábado.
5. Situação final: v. 6. O silêncio dos convivas.

Tipo de intriga
Estamos aqui num tipo de intriga da ordem da revelação. A chave de leitura está em Lc 14, 5: Cristo revela-se como o Aquele que tem o poder de curar no sábado, porque ele é o Senhor do sábado. Mas ao mesmo tempo temos uma intriga da ordem da resolução: a cura do hidrópico.

Análise das personagens Jesus: personagem principal.
 Chefe dos fariseus: poderíamos dizer que ele é simpático, porque devia ter convidado Jesus à sua casa para tomar uma refeição juntos. Mas, durante o relato, assume um carácter passivo porque não intervém nunca.
 Os outros convidados fariseus e os legistas: eles também assumem uma posição passiva relativamente ao que se está a passar: espiam (v. 1) e ficam calados (v. 4. 6). Poder-se-ia dizer também que, juntamente com o chefe, são opositores, mas isso é implícito porque de facto eles não querem que Jesus realize este milagre no sábado, mas não o manifestam explicitamente.
 O hidrópico: passivo, recebe a cura e volta para casa.

Análise do Espaço
 Político: Jesus a caminho Jerusalém, e portanto nas regiões da Galiléia e Samaria, governadas pelo tetrarca Herodes Antipas, que reinou de 4 a. C. até 39 d.C. (Cf. Mt 2,1).
 Topográfico: dentro da casa do fariseu, lugar privilegiado por Jesus para desenvolver o seu ministério.
 Arquitetónica: Também a casa, e portanto dentro dum espaço caracterizado por linhas circulares.

Leitura do espaço relativamente a Jesus
Formas preposicionais
v. 1 Para a casa (εἰς οἶκόν) de um chefe dos fariseus
v. 2 Estava um hidrópico diante dele (ἔμπροσθεν αὐτοῦ)
Formas verbais
v. 1 Ao ir para a casa (ἐν τῷ ἐλθεῖν αὐτὸν εἰς οἶκόν)
v. 2 Estava um hipódrico (καὶ ἰδοὺ ἄνθρωπός τις ἦν ὑδρωπικὸς) diante dele
v 4 E tomando-o curou-o e despediu-o (καὶ ἐπιλαβόμενος ἰάσατο αὐτὸν καὶ ἀπέλυσεν)

Análise do Tempo
O tempo é factual, por ser de sábado. Conforme o espaço de tempo entre a história contada e o tempo em que ela se realiza, o modelo utilizado sofre variações. Assim no princípio temos o sumário (vv. 1-2), porque o tempo do relato (certo sábado...v. 1) é maior do que o tempo da história. Segue-se a cena, porque começa o discurso (vv. 2-6), onde entre o tempo da história contada e o tempo da história há uma identificação.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

As perguntas do evangelho de S. Marcos

[As perguntas em negrito são as de Jesus]


Mc 1

24Que tens a ver connosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos arruinar?

27Tão assombrados ficaram que perguntavam uns aos outros: Que é isto?

Mc 2

7Porque fala este assim? Blasfema! Quem pode perdoar pecados senão Deus?

8Porque discorreis assim em vossos corações? 9Que é mais fácil? Dizer ao paralítico: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te, pega no teu catre e anda’?

16Porque é que Ele come com cobradores de impostos e pecadores?

18Porque é que os discípulos de João e os dos fariseus guardam jejum, e os teus discípulos não jejuam?

19Poderão os convidados para a boda jejuar enquanto o esposo está com eles?

24Porque fazem eles ao sábado o que não é permitido?

25Nunca lestes o que fez David, quando teve necessidade e sentiu fome, ele e os que estavam com ele? 26Como entrou na casa de Deus, ao tempo do Sumo Sacerdote Abiatar, e comeu os pães da oferenda, que apenas aos sacerdotes era permitido comer, e também os deu aos que estavam com ele?

Mc 3

4É permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar uma vida ou matá-la?

23Como pode Satanás expulsar Satanás?

33Quem são minha mãe e meus irmãos?

Mc 4

10Ao ficar só, os que o rodeavam, juntamente com os Doze, perguntaram-lhe o sentido da parábola.

13Não compreendeis esta parábola? Como compreendereis então todas as outras parábolas?

21Põe-se, porventura, a candeia debaixo do alqueire ou debaixo da cama? Não é para ser colocada no candelabro?

30Com que havemos de comparar o Reino de Deus? Ou com que parábola o representaremos?

39Mestre, não te importas que pereçamos?

40Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?

41Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?

Mc 5

7Que tens a ver comigo, ó Jesus, Filho do Deus Altíssimo?

9Qual é o teu nome?

30Quem tocou as minhas vestes?

31Vês que a multidão te comprime de todos os lados, e ainda perguntas: ‘Quem me tocou?’

35A tua filha morreu; de que serve agora incomodares o Mestre?

39Porquê todo este alarido e tantas lamentações?

Mc 6

2De onde é que isto lhe vem e que sabedoria é esta que lhe foi dada? Como se operam tão grandes milagres por suas mãos? 3Não é Ele o carpinteiro, o filho de Maria e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E as suas irmãs não estão aqui entre nós?

24Que hei-de pedir?

37Vamos comprar duzentos denários de pão para lhes dar de comer?

38Quantos pães tendes?

Mc 7

5Porque é que os teus discípulos não obedecem à tradição dos antigos e tomam alimento com as mãos impuras?

18Também vós não compreendeis? Não percebeis que nada do que, de fora, entra no homem o pode tornar impuro, 19porque não penetra no coração mas sim no ventre, e depois é expelido em lugar próprio?

Mc 8

4Como poderá alguém saciá-los de pão, aqui no deserto?

5Quantos pães tendes?

12Porque pede esta geração um sinal?

17Porque estais a discorrer que não tendes pão? Ainda não entendestes nem compreendestes? Tendes o vosso coração endurecido? 18Tendes olhos e não vedes, tendes ouvidos e não ouvis? E não vos lembrais 19de quantos cestos cheios de pedaços recolhestes, quando parti os cinco pães para aqueles cinco mil?

20E quando parti os sete pães para os quatro mil, quantos cestos cheios de bocados recolhestes?

21Ainda não compreendeis?

23Vês alguma coisa?

27Quem dizem os homens que Eu sou?

29Mas vós, quem dizeis que Eu sou?

36Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida? 37Ou que pode o homem dar em troca da sua vida?

Mc 9

11Porque afirmam os doutores da Lei que primeiro há-de vir Elias?

12Sim; Elias, vindo primeiro, restabelecerá todas as coisas; porém, não dizem as Escrituras que o Filho do Homem tem de padecer muito e ser desprezado?

16Que estais a discutir uns com os outros?

19Ó geração incrédula, até quando estarei convosco? Até quando vos hei-de suportar?

21Há quanto tempo lhe sucede isto?

28Porque é que nós não pudemos expulsá-lo?

33Que discutíeis pelo caminho?

50O sal é coisa boa; mas, se o sal ficar insosso, com que haveis de o temperar?

Mc 10

3Que vos ordenou Moisés?

17Bom Mestre, que devo fazer para alcançar a vida eterna?

18Porque me chamas bom?

26Quem pode, então, salvar-se?

36Que quereis que vos faça?

38Podeis beber o cálice que Eu bebo e receber o baptismo com que Eu sou baptizado?

51Que queres que te faça?

Mc 11

3E se alguém vos perguntar: ‘Porque fazeis isso?’ respondei: ‘O Senhor precisa dele;’ e logo o mandará de volta.

5Que é isso de soltar o jumentinho?

17Não está escrito: A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos?

28Com que autoridade fazes estas coisas? Quem te deu autoridade para as fazeres?

30O baptismo de João era do Céu, ou dos homens?

31Se dissermos ‘do Céu’, dirá: ‘Então porque não acreditastes nele?’

Mc 12

10Não lestes esta passagem da Escritura:

A pedra que os construtores rejeitaram

tornou-se pedra angular.

11Tudo isto é obra do Senhor

e é admirável aos nossos olhos?

14Diz-nos, pois: é lícito ou não pagar tributo a César? Devemos pagar ou não?

15Porque me tentais?

16De quem é esta imagem e a inscrição?

23Na ressurreição, de qual deles será ela mulher?

24Não andareis enganados por desconhecer as Escrituras e o poder de Deus?

26E acerca de os mortos ressuscitarem, não lestes no livro de Moisés, no episódio da sarça, como Deus lhe falou, dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob?

28Qual é o primeiro de todos os mandamentos?

35Como dizem os doutores da Lei que o Messias é filho de David? 36O próprio David afirmou, inspirado pelo Espírito Santo: Disse o Senhor ao meu Senhor: ‘Senta-te à minha direita, até que ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés’. 37O próprio David chama-lhe Senhor; como é Ele seu filho?

Mc 13

2Vês estas grandiosas construções?

3E, estando sentado no Monte das Oliveiras frente ao templo, Pedro, Tiago, João e André perguntaram-lhe em particular: 4«Diz-nos quando tudo isto acontecerá e qual o sinal de que tudo está para acabar.»

Mc 14

4Para quê este desperdício de perfume?

6Porque estais a atormentá-la?

12Onde queres que façamos os preparativos para comeres a Páscoa?

14O Mestre manda dizer: ‘Onde está a sala em que hei-de comer a Páscoa com os meus discípulos?’

19Porventura sou eu?

37Simão, dormes?

60Não respondes nada ao que estes testemunham contra ti?

61És Tu o Messias, o Filho do Deus Bendito?

63Que necessidade temos ainda de testemunhas? 64Ouvistes a blasfémia! Que vos parece?

Mc 15

2És Tu o rei dos Judeus?

4Não respondes nada?

9Quereis que vos solte o rei dos judeus?

12Então que quereis que faça daquele a quem chamais rei dos judeus?

14Que fez Ele de mal?

34«Eloí, Eloí, lemá sabachtáni?», que quer dizer: Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?

Mc 16

3Quem nos irá tirar a pedra da entrada do sepulcro?

6Buscais a Jesus de Nazaré, o crucificado?

Análise Narrativa 4.2

Opositores de Jesus
(Fariseus, Doutores da Lei, Saduceus, Multidão)


2: 5-7 (Cura do Paralítico)

«5Vendo Jesus a fé daqueles homens, disse ao paralítico: “Filho, os teus pecados estão perdoados” (…)6Ora estavam lá sentados alguns doutores da Lei que discorriam em seus corações: 7”Porque fala este assim?”»

2: 15-16 (Em casa de Mateus)

«15Depois, quando se encontrava à mesa em casa dele, muitos cobradores de impostos e pecadores também se puseram à mesma mesa com Jesus e os seus discípulos, pois eram muitos os que o seguiam. 16Mas os doutores da Lei do partido dos fariseus, vendo-o comer com pecadores e cobradores de impostos, disseram aos discípulos: “Porque é que Ele come com cobradores de impostos e pecadores?”»

2: 18-19 (sobre o jejum)

«18Estando os discípulos de João e os fariseus a jejuar, vieram dizer-lhe: “Porque é que os discípulos de João e os dos fariseus guardam jejum, e os teus discípulos não jejuam?” 19Jesus respondeu (…)»

2: 23-24 (sobre o sábado)

«23Ora num dia de sábado, indo Jesus através das searas, os discípulos puseram-se a colher espigas pelo caminho. 24Os fariseus diziam-lhe: “Repara! Porque fazem eles ao sábado o que não é permitido?”»

6: 2-4 (Jesus na sinagoga de Nazaré)

«Os numerosos ouvintes enchiam-se de espanto e diziam: “De onde é que isto lhe vem e que sabedoria é esta que lhe foi dada? Como se operam tão grandes milagres por suas mãos? 3Não é Ele o carpinteiro, o filho de Maria e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E as suas irmãs não estão aqui entre nós?”»

6: 24 (Analepse sobre João Baptista)

«24Ela saiu e perguntou à mãe: “Que hei-de pedir?” A mãe respondeu: «A cabeça de João Baptista.»

7: 5 (Tradição dos antigos)

«5Perguntaram-lhe, pois, os fariseus e doutores da Lei: “Porque é que os teus discípulos não obedecem à tradição dos antigos e tomam alimento com as mãos impuras?”»

10: 2 (Sobre o divórcio)

«2Aproximaram-se uns fariseus e perguntaram-lhe, para o experimentar: “poderá um homem divorciar-se da sua mulher?”»

11: 27-28 (Autoridade de Jesus)

«27Regressaram a Jerusalém e, andando Jesus pelo templo, os sumos sacerdotes, os doutores da Lei e os anciãos aproximaram-se dele 28e perguntaram-lhe: “Com que autoridade fazes estas coisas? Quem te deu autoridade para as fazeres?”»

11: 31 (Autoridade de Jesus)

«31Começaram a discorrer entre si, dizendo: “Se dissermos ‘do Céu’, dirá: “Então porque não acreditastes nele”»

12: 14 (Tributo a César)

«14Aproximando-se, disseram-lhe: “Mestre, sabemos que és sincero, que não te deixas influenciar por ninguém, porque não olhas à condição das pessoas mas ensinas o caminho de Deus, segundo a verdade. Diz-nos, pois: é lícito ou não pagar tributo a César? Devemos pagar ou não?”»

12: 23 (Sobre a Ressurreição)

«23Na ressurreição, de qual deles será ela mulher? Porque os sete a tiveram por mulher.»

12: 28 (Sobre o maior mandamento)

«28Aproximou-se dele um escriba que os tinha ouvido discutir e, vendo que Jesus lhes tinha respondido bem, perguntou-lhe: “Qual é o primeiro de todos os mandamentos?”»

14: 4 (Jesus é ungido para a sepultura)

«4Alguns, indignados, disseram entre si: “Para quê este desperdício de perfume?”»

14: 60 (Jesus diante do tribunal judaico)

«60Então, o Sumo Sacerdote ergueu-se no meio da assembleia e interrogou Jesus: “Não respondes nada ao que estes testemunham contra ti?”»

14: 61-62 (Jesus diante do tribunal judaico)

«61Mas Ele continuava em silêncio e nada respondia. O Sumo Sacerdote voltou a interrogá-lo: “És Tu o Messias, o Filho do Deus Bendito?” 62Jesus respondeu: «Eu sou. E vereis o Filho do Homem sentado à direita do Poder e vir sobre as nuvens do céu.”»

14: 63-64 (Jesus diante do tribunal judaico

«63O Sumo Sacerdote rasgou, então, as suas vestes e disse: “Que necessidade temos ainda de testemunhas? 64Ouvistes a blasfémia! Que vos parece?” E todos sentenciavam que Ele era réu de morte»

15: 2 (Jesus diante de Pilatos)

«2Perguntou-lhe Pilatos: “És Tu o rei dos Judeus?” Jesus respondeu-lhe: “Tu o dizes.”»

15: 3 (Jesus diante de Pilatos)

«3Os sumos sacerdotes acusavam-no de muitas coisas. 4Pilatos interrogou-o de novo, dizendo: “Não respondes nada? Vê de quantas coisas és acusado!”»

15: 9 (Jesus ou Barrabás)

«9Pilatos, respondendo, disse: “Quereis que vos solte o rei dos judeus?”»

15: 12-13 (Jesus ou Barrabás)

«12Tomando novamente a palavra, Pilatos disse-lhes: “Então que quereis que faça daquele a quem chamais rei dos judeus?” 13Eles gritaram novamente: “Crucifica-o!”»

15: 14 (Jesus ou Barrabás)

«14Pilatos insistiu: “Que fez Ele de mal?” Mas eles gritaram ainda mais: “Crucifica-o!”»





INTERROGAÇÕES PROFERIDAS POR JESUS NO EVAGELHO DE SÃO MARCOS

Mc 2, 8-9: Jesus percebeu logo, em seu íntimo, que eles assim discorriam; e disse-lhes: «Porque discorreis assim em vossos corações? Que é mais fácil? Dizer ao paralítico: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te, pega no teu catre e anda’?

Mc 2, 25-26: Ele disse: «Nunca lestes o que fez David, quando teve necessidade e sentiu fome, ele e os que estavam com ele? 26Como entrou na casa de Deus, ao tempo do Sumo Sacerdote Abiatar, e comeu os pães da oferenda, que apenas aos sacerdotes era permitido comer, e também os deu aos que estavam com ele?»

Mc 3, 4: E a eles perguntou: «É permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar uma vida ou matá-la?»

Mc 3, 23: Então, Jesus chamou-os e disse-lhes em parábolas: «Como pode Satanás expulsar Satanás?

Mc 3, 33: Ele respondeu: «Quem são minha mãe e meus irmãos?»

Mc 4, 13: E acrescentou: «Não compreendeis esta parábola? Como compreendereis então todas as outras parábolas?

Mc 4, 21: Disse-lhes ainda: «Põe-se, porventura, a candeia debaixo do alqueire ou debaixo da cama? Não é para ser colocada no candelabro?

Mc 4, 30: Dizia também: «Com que havemos de comparar o Reino de Deus? Ou com qual parábola o representaremos?

Mc 4, 40: Depois disse-lhes: «Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?»

Mc 5, 9: Em seguida, perguntou-lhe: «Qual é o teu nome?»

Mc 5, 30: mediatamente Jesus, sentindo que saíra dele uma força, voltou-se para a multidão e perguntou: «Quem tocou as minhas vestes?»

Mc 5, 39: Entrando, disse-lhes: «Porquê todo este alarido e tantas lamentações?

Mc 6, 37: Eles disseram-lhe: «Vamos comprar duzentos denários de pão para lhes dar de comer?»

Mc 7, 18-19: Ele respondeu: «Também vós não compreendeis? Não percebeis que nada do que, de fora, entra no homem o pode tornar impuro, 19porque não penetra no coração mas sim no ventre, e depois é expelido em lugar próprio?»

Mc 8, 5: «Quantos pães tendes?»

Mc 8, 12: «Porque pede esta geração um sinal?

Mc 8, 17-20: Mas Ele, percebendo-o, disse: «Porque estais a discorrer que não tendes pão? Ainda não entendestes nem compreendestes? Tendes o vosso coração endurecido? 18Tendes olhos e não vedes, tendes ouvidos e não ouvis? E não vos lembrais 19de quantos cestos cheios de pedaços recolhestes, quando parti os cinco pães para aqueles cinco mil?» Responderam: «Doze.» 20«E quando parti os sete pães para os quatro mil, quantos cestos cheios de bocados recolhestes?»

Mc 8, 21: Disse-lhes então: «Ainda não compreendeis?»

Mc 8, 23: Deitou-lhe saliva nos olhos, impôs-lhe as mãos e perguntou: «Vês alguma coisa?»

Mc 8, 27: Quem dizem os homens que Eu sou?»

Mc 8, 29: «E vós, quem dizeis que Eu sou?»

Mc 8, 36-37: Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida? 37Ou que pode o homem dar em troca da sua vida?

Mc 9, 12: porém, não dizem as Escrituras que o Filho do Homem tem de padecer muito e ser desprezado?

Mc 9, 16: Ele perguntou: «Que estais a discutir uns com os outros?»

Mc 9, 19: Disse Jesus: «Ó geração incrédula, até quando estarei convosco? Até quando vos hei-de suportar?

Mc 9, 21: «Há quanto tempo lhe sucede isto?»

Mc 9, 33: «Que discutíeis pelo caminho?»

Mc 9, 50: O sal é coisa boa; mas, se o sal ficar insosso, com que haveis de o temperar?

Mc 10, 3: Ele respondeu-lhes: «Que vos ordenou Moisés?»

Mc 10, 18: «Porque me chamas bom?

Mc 10, 36: Disse-lhes: «Que quereis que vos faça?»

Mc 10, 38: Jesus respondeu: «Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que Eu bebo e receber o baptismo com que Eu sou baptizado?»

Mc 10, 51: Jesus perguntou-lhe: «Que queres que te faça?»

Mc 11, 3: E se alguém vos perguntar: ‘Porque fazeis isso?’

Mc 11, 17: Não está escrito: A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos?

Mc 11, 30: O baptismo de João era do Céu, ou dos homens? Respondei-me.»

Mc 12, 9: Que fará o dono da vinha?

Mc 12, 11: ‘Tudo isto é obra do Senhore é admirável aos nossos olhos?’

Mc 12, 15: «Porque me tentais?

Mc 12, 16: «De quem é esta imagem e a inscrição?»

Mc 12, 24: «Não andareis enganados por desconhecer as Escrituras e o poder de Deus?

Mc 12, 26: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob?

Mc 12, 35: Ensinando no templo, Jesus tomou a palavra e perguntou: «Como dizem os doutores da Lei que o Messias é filho de David?

Mc 12, 37: O próprio David chama-lhe Senhor; como é Ele seu filho?»

Mc 13, 2: «Vês estas grandiosas construções?

Mc 14, 6: Mas Jesus disse:«Deixai-a. Porque estais a atormentá-la?

Mc 14, 14: ‘Onde está a sala em que hei-de comer a Páscoa com os meus discípulos?’

Mc 14, 37: «Simão, dormes?

Mc 15, 34: «Eloí, Eloí, lemá sabachtáni?», que quer dizer: Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?